Você não passa porque erra questões fáceis ou difíceis?

E aí, galera? Responda objetivamente. Você não passa porque erra questões fáceis ou difíceis? A chance de acerto é 50% 🙂 Então. Quando faço esta pergunta em minhas entrevistas antes de iniciar a consultoria, muita gente responde que são as questões difíceis, porque a ideia que vem a cabeça é a de que, se você erra uma questão, ela foi difícil para você, e assim você acaba não passando. Mas aí há um certo equívoco. PENSA COMIGO! O problema aí está no conceito de questão fácil/difícil. Ele não deve ser subjetivo (ou seja, se é fácil ou difícil para VOCÊ), e sim objetivo (fácil ou difícil para todo mundo). Então se você erra uma questão que todo mundo acertou, você errou uma questão fácil. Se você acerta uma questão que todo mundo errou, você acertou uma questão difícil. Esta análise é fundamental para guiar os assuntos que você precisa estudar mais. Como você já deve ter deduzido, você acaba não passando porque erra questões fáceis, seja por vacilo, seja por não ter estudado direito determinada matéria (costumo dizer que é mais fácil estudar para acertar questões fáceis do que pra acertar questões difíceis). Quando você as erra, você fica pra trás, pois todos acertaram, e assim acaba não passando. Então, após fazer qualquer prova ou simulado, verifique o nível de dificuldade daquelas questões que você errou, e até das que você acertou (caso tenha acertado com segurança, e não no chute, muitas questões difíceis, significa que você está bem naquela matéria). Pensemos no seguinte exemplo: uma prova de Direito Constitucional com 10 questões fáceis, você acertou 7 e errou 3, enquanto uma prova de Direito Administrativo com 10 questões difíceis, você acertou 5 e errou 5. Qual você foi pior? Se fôssemos pegar apenas números absolutos, a resposta seria Direito Administrativo. Mas quando comparamos o nível de dificuldade, vemos que nos demos mal em Direito Constitucional, então precisaríamos reforçar mais o estudo naquela matéria. A pergunta feita tem haver diretamente com o conceito de Horizontalização de Conhecimento (para ver o artigo sobre o tema, clique aqui). É isso. Espero que tenha te ajudado na sua rotina de estudos. Um abraço e até a próxima!
Horizontalização do Conhecimento

Olá, meus amigos! Tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo ótimo e os estudos estejam rendendo. Hoje venho lhes trazer a ideia de horizontalização do conhecimento, termo criado por mim com base na metodologia da ADN Concursos, que nada mais é do que o aluno equilibrar o conhecimento em todas as disciplinas que serão exigidas em sua prova. É natural que o estudante saiba um assunto melhor que outros. Normalmente, na área jurídica, Direito Constitucional e Direito Administrativo são as “meninas dos olhos”, tendo em vista serem cobradas em absolutamente todos os concursos. Por outro lado, disciplinas como Direito Empresarial e Direito Ambiental, já muitas vezes negligenciadas na faculdade, tendem a ser os “patinhos feios”, sendo relegado a segundo plano. A ideia da maior parte dos estudantes é simples: vou ficar muito bom nas matérias que mais caem para me debruçar depois sobre as que menos caem. Assim, acertarei mais questões. No entanto, não é assim que funciona. PENSA COMIGO! Vamos supor que, numa prova que caia Direito Constitucional e Direito Ambiental, o aluno acerte poucas questões de Direito Constitucional e quase nenhuma de Direito Ambiental. Esse é um pensamento muito corrente. Nós atentamos muito para os números absolutos de acertos, e desprezamos a dificuldade das questões. A ideia inicial, é claro, é estudar mais Direito Constitucional, afinal é uma matéria muito importante e não se pode errar tantas questões. Direito Ambiental mais uma vez é deixada de lado. O problema é que, nessa prova realizada, Direito Constitucional realmente estava difícil, e o mais normal era errar muitas questões. Direito Ambiental, entretanto, estava muito fácil, e mesmo assim o concurseiro, por quase não estudá-la, errou todas. A recomendação aqui é se estudar mais Direito Ambiental, porque se acertará mais questões fáceis. Direito Constitucional, numa próxima prova, pode vir mais fácil, e assim você acertará mais questões, juntamente com as de Direito Ambiental, que terá sido estudada. Dessa maneira, no total, você aumentará o índice de acertos e assim aumentará a chance de aprovação. Resumo esta dica em um pequeno trocadilho: É MUITO MAIS FÁCIL ESTUDAR PRA ACERTAR QUESTÕES FÁCEIS QUE QUESTÕES DIFÍCEIS. Nunca poderemos contar com as questões difíceis. Sempre erraremos algumas e acertaremos outras, de maneira aleatória, porque depende de inúmeros fatores. No tocante às questões fáceis, temos como direcionar os estudos pra acertá-las, é só estudar o mais comum. Falando no exemplo dado acima, a parte fácil de Direito Ambiental consiste em três leis básicas (Lei 6938, Lei 9985 e Lei 12651), ao passo que a parte difícil de Direito Constitucional envolve uma doutrina pesadíssima. Então horizontalizemos o conhecimento entre as duas matérias, e assim teremos mais chance de acertos! Quer saber sobre a nossa metodologia? Clique aqui. É isso. Até a próxima, galera!
