O estudo para provas subjetivas é diferente do estudo para provas objetivas

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Você já ouviu aquele ditado “não ponha a carroça na frente dos bois”? Pois é. Isso resumiria bem o que consta nesse mandamento. Da mesma forma que se você colocar a carroça na frente dos bois que a estão puxando, fatalmente ela vai se desgovernar, se você começar a estudar pra uma prova subjetiva antes de lidar com a prova objetiva, você não irá bem. Mas por que, Adalberto? O conhecimento não é o mesmo? Sim, o conhecimento é o mesmo, mas a forma de cobrá-lo é diferente. Na prova objetiva, o conhecimento está na sua frente, basta você dizer se aquilo está certo ou errado. Na prova subjetiva, o examinador te pede conhecimento. Você tem que elaborar e demonstrar, então precisa estar mais a par da situação e ter um conhecimento mais aprofundado. Outra maneira de encarar é que na objetiva você só precisa saber um pouco de muitos assuntos, enquanto na subjetiva você precisa saber muito de poucos assuntos. Gosto muito desse trocadilho haha ele explica bem. Vocês não têm noção do tanto de gente que vem buscar orientação comigo perguntando: mas esse estudo é específico pra objetiva, e as subjetivas, não é bom se preocupar com elas? E a oral? ()? Sim, pessoas em início de preparação já estavam preocupadas com a prova oral. E aqui vai outro ditado. “Cada dia com sua agonia”. Não nos exasperemos. O estudo pra prova objetiva é um estudo mais enxuto, muita letra de lei, resumos e resolução de questões, ao passo que o estudo pra subjetiva contém leituras mais aprofundadas, e não precisa tanto da lei seca, já que se tem acesso ao Vade Mecum na maioria das provas. Porém tal estudo só deve ser feito quando construímos aquela famosa “base”, que vai nos fazer passar na objetiva e assim alcançar a subjetiva. Enquanto essa base não estiver sólida, não adianta estudar pra subjetiva, porque você não vai passar na primeira fase. Mas e quando a primeira e a segunda fases forem no mesmo fim de semana? A lógica continua valendo. Aqui os simulados vão ser muito importantes para você verificar se está perto. Se não estiver, foco só na objetiva! As vezes temos que fazer escolhas trágicas. Não fique em cima do muro! Um abraço!

Você só precisa de UMA vaga

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Se tem algo que eu absolutamente NUNCA dei importância na minha vida de concursos foi abrir qualquer arquivo relativo à concorrência daquele concurso que eu ia fazer, ou ler uma notícia sobre o assunto. Não porque eu tivesse medo do que eu ia ver, mas porque aquilo não me serviria de nada, rigorosamente NADA, na minha preparação. Olhar ou ficar atento à concorrência nunca vai te trazer coisas boas. Só ruins. E se algo não nos traz coisas boas, é tolo ficar atento e gastando energias com isso. Mesmo que a “concorrência” seja considerada baixa, você vai estar se trazendo uma pressão desnecessária por ter que passar naquele concurso de concorrência baixa. Se ela estiver alta, aí sim que a pressão amedronta mais ainda. Mas pare pra pensar. Números pouco significam no mundo gigante dos concursos. Daquela concorrência, mais de 90% não está nas mesmas condições de você para competir. Uns 20% (média) desses 90% sequer vão fazer a prova por variados motivos. Desses quase 10% que você efetivamente vai concorrer, você tem que se diferenciar. No conhecimento, às vezes não dá. Realmente, tem alguns que estão melhores que você. E aí, o que eu faço? Se diferencie na mentalidade! Pense que você só precisa de UMA vaga. Que você estudou para aquilo. Que vai cair o que você estudou, porque você está estudando de modo focado e direcionado. Que sua preparação, se não foi perfeita, foi o máximo que você conseguiu. Você fez sua parte. Dos 4 cargos em que tomei posse, 2 deles, os de técnico do MPU e oficial de justiça federal, só tinha UMA vaga disponível no edital para o concurso. Tenho certeza que isso desesperou muitos concorrentes, mas não a mim, que sabia do meu potencial. Resultado, em um passei em terceiro, mas fui o primeiro a ser chamado, no outro passei em 11º, mas acabaram chamando 46 pessoas (mesmo com apenas uma vaga no edital). Por essas e outras que não é preciso diminuir o outro pra conseguir o que a gente quer, como vi outro dia num post do amigo @eduardorgoncalves . É incrível a quantidade de pessoas “espírito de porco” que temos no mundo dos concursos. Não caia nessa! É possível conseguir as coisas juntos, desde que você se junte a quem quer o seu bem! Grande abraço!

É caminhando que se faz o caminho

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“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”, já dizia o poeta espanhol Antônio Machado, e dita por aquele que me chamou a atenção para a linda frase (que virou até música dos Titãs), o Vice-Procurador Geral da República, meu conterrâneo paraibano, Luciano Mariz Maia, durante o curso de vitaliciamento para Procurador da República. Essa é uma grande verdade, que pode ser aplicada a todos os campos da nossa vida, e com os estudos não é diferente. Muita gente fica adiando os estudos, ou adiando um sonho (como é o concurso muitas vezes), por não saber o caminho a seguir, ou com medo das pedras que encontrará, pois elas podem levar a uma queda, e a queda gera dor, e a dor nos faz sofrer. Mas a dor também nos faz mais fortes, e mais resistentes. Um outro ditado que é aplicável à situação é: “O feito é melhor que o perfeito”. Nunca, eu repito, NUNCA, existirão condições perfeitas para o seu estudo. No começo você não vai saber como estudar, depois não vai saber que material usar, depois não vai ter tempo pra estudar, depois não vai ter saco pra estudar, depois vai ficar doente, brigar com o(a) namorado(a), etc. Sempre vai haver algo a se queixar. Mas é até interessante que haja. Imagina se as tais circunstâncias perfeitas finalmente fossem obtidas e você se desse mal na prova? Você iria ao chão. Sua motivação se quebraria. Então, voltando ao início, você precisa caminhar. Mesmo que caia, mesmo que pegue o caminho errado às vezes, mesmo que regresse, afinal podemos errar. O importante é não desistir. Fique tranquilo que você nunca voltará ao início da estrada, porque estudo não se perde, mas, mesmo cheio de dúvidas, mesmo sem saber pra onde ir, você precisa começar! No caminho, haverão aqueles que lhe darão a mão, aqueles que até te carregarão nos braços, mas também, como em tudo na vida, terão aqueles que vão te dizer pra desistir, que aquilo não é pra você, vão te falar o caminho errado, vão colocar o pé pra você tropeçar… Saiba enxergar quem é quem e o final feliz daquele caminho virá mais cedo que você imagina!

Creia em Deus. Confie em você

olhando para o horizonte

Deixado como último mandamento pra que você não esqueça, pois é o mais importante. Isso não é meramente motivacional. Independentemente de sua religião, a espiritualidade é algo que você deve trazer consigo em qualquer aspecto da sua vida. Pelo menos pra mim, é impossível conceber grandes vitórias sem fé num poder maior, que nos ajuda a conduzir nossas vidas. Perdi a conta do número de situações em que pedia a Ele força pra continuar, mesmo que todo o resto indicasse que eu deveria desistir. Grande exemplo foi o período entre a primeira e a segunda fase do MPF, em que dependia de uma liminar que só foi sair DOIS dias antes da segunda fase (detalhe que eu fui o único candidato do Ceará a fazer, então nem o próprio local de prova estava preparado adequadamente quando fui fazer a 2 fase). @hayssamedeiros estava junto nessa agonia, e graças a Deus deu certo pra todos nós. Nesse período, o que me deu forças foi a minha fé. Podia citar outras situações, mas aí só parava de escrever amanhã haha. A outra parte do mandamento é Confie em Você. Não adianta nada ler tudo aquilo que eu ou outros aprovados falam se você é inseguro e indeciso a que rumo tomar. É natural errarmos ao longo da trajetória, mas confiar em si mesmo já é meio caminho andado pra alcançar a vitória. Com certeza você já viu pessoas menos estudiosas passando em concursos enquanto outros que sabem muito, ficando pelo meio do caminho. “O medo de perder tira a vontade de ganhar”, se aplica a tudo na nossa vida. Pelo menos no mundo dos concursos, ao contrário de outras áreas, você só depende de você mesmo! Sempre quando procurar uma desculpa pra justificar algum fracasso, lembre-se disso. Arrisco dizer que hoje os concurseiros sofrem mais com falta de preparo psicológico que falta de estudo. Pense nisso! Espero que tenham gostado dos mandamentos. Deem dicas pros próximos posts! Um grande abraço!

Zonas de Conforto: Indecisão quanto ao concurso

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Com certeza está entre as TOP 3 das dúvidas dos concurseiros: “posso estudar pra três concursos ao mesmo tempo? Da pra fazer magistratura e procuradoria? Da pra estudar pra técnico e analista?” Poderia citar outras dezenas de dúvidas de alunos do tipo. Mas, Adalberto, não entendi. Essa é uma dúvida super comum. Por que isso é uma zona de conforto? Porque a INDECISÃO é o maior argumento para justificar fracassos. Não somente indecisão em relação ao concurso, mas em qualquer aspecto da sua vida. É zona de conforto porque, ao não se dar bem num concurso, entre vários outros fatores externos (quase nenhum interno, curiosamente), você vai pensar: “ah, mas não estudei direito pra ele. Se estudasse a história seria diferente.” “Se eu tivesse focado num só desde o começo, já teria sido aprovado.” Quem já pensou assim levanta a mão 🏻! Foco foco focoo . Quantas vezes você já não pensou que precisa disso? E porque poucos tem? Porque é MUITO DIFÍCIL. Eu mesmo as vezes me pego fazendo 10 coisas ao mesmo tempo. Mas na época em que estudava, conseguia ter. É uma questão de hábito e saber o que quer, principalmente. No livro FOCO, de Daniel Goleman, ele menciona: riqueza de informação gera pobreza de atenção. Tradução pra Concursos: riqueza de concursos leva a pobreza no direcionamento do estudo. Tudo bem, Adalberto. Entendi. E aí, como escapar? Tem 3 fatores que você deve levar em consideração. Um, naturalmente, é a proximidade entre os concursos. MP e magistratura por exemplo (estadual, pois o federal eh bem diferente). O segundo é análise de edital pra estudo em comum – as matérias de const, adm e proc civil são cobradas com ênfase parecida pra juiz e pra Advogado público. Penal e tributário são cobrados pesados só pra um dos dois, então pode ser um pouco diminuído o estudo até sair um edital certo. E, por fim, DECIDIR-SE. Por mais que se aplique as duas dicas anteriores, uma hora você vai ter que se decidir. E quando se decidir, que já é difícil, faça algo mais difícil ainda, MANTENHA SUA DECISÃO. Isso não impede que você faça outros concursos, mas seu estudo tem que ser focado em um!

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