O que são sequestros emocionais?

mulher focada no computador

A palavra foco é um dos vocábulos do momento. Para todo canto que você olhe, vê mensagens como: “somente as pessoas focadas vencem”, “tem que focar, se não for focado, nunca vai sair do lugar”. Sim, o foco tem relação próxima com a vitória, mas e aí, como ter e, principalmente, como manter o foco? Vou tentar não ficar no óbvio que a maioria das pessoas mencionam, como desativar notificações do celular ou andar pela natureza. São válidas, mas tentemos fugir ao trivial. Daniel Goleman, um dos maiores estudiosos do assunto, dá varias pistas em seu livro “Foco” e uma das que achei mais interessantes pra explicar como nosso cérebro funciona é a dos sequestros emocionais. Tal termo é associado às escolhas subconscientes da nossa mente para a atenção. Por exemplo, qual a primeira coisa que você olha quando entra num escritório? Depende. Se você estiver com problemas financeiros, olha pro talão de cheques em cima da mesa. Se tiver medo de aranha, olha pra aquela pequena teia na parede. Se você tiver apressado pra sair dali, olha pro relógio. Nós não definimos isso. É nosso subconsciente. Isso decorre de uma evolução de milhares de anos, desde os tempos em que andávamos em grupos de caça. Nosso cérebro, por exemplo, presta atenção em aranhas, cobras, de forma quase automática, assim como não consegue ignorar expressões de raiva (perigo), a menos que, TREINEMOS. Por isso que gritar pra atendentes de telemarketing, se ele tiver sido bem treinado, de nada vai adiantar. Agora que você aprendeu o que é sequestro emocional, como podemos usar ele a nosso favor nos estudos? Treine seu cérebro a prestar atenção no que realmente importa. Para alguns, que adoram livrões, isso é um pouco difícil, porque a quantidade de informações é enorme. A chance de deixar se escapar algo importante (pra provas) é grande. Porém, se você errou uma questão numa prova e na semana seguinte aquele conhecimento está no livro, a sua atenção é instantânea, por mais que seja uma nota de rodapé. Então se detenha no que realmente importa. LSA ou Crimes contra a Adm Pública? Acho que é óbvio né. Como sabemos disso? Já falei bastante aqui. Questões e provas anteriores. Valeu

Estudar da maneira que gosta

mãos masculinas escrevendo em caderno

Vou falar uma coisa que pouca gente gosta de ouvir: o estudo de concurso não tem que ser legal, tem que ser o necessário para você passar. Quando isso entrar na sua mente, você vai começar a pensar um pouco fora da caixa. Se você estudar do jeito adequado e gostar, ótimo. Mas tem algumas maneiras que dificilmente vão te levar a algum lugar. Exemplos temos aos montes: “detesto lei seca, vou ler informativos; a aula do professor fulano é tão boa, aprendo tudo, nem preciso fazer questões; caraca, adoro aquela Bíblia do Gilmar Mendes, altas teorias mirabolantes, me perco lendo aquilo ali.” Se você já teve esses pensamentos, cuidado. Não é que vá dar errado, mas há uma grande chance. E não sou eu que estou dizendo. Faça uma prova ou um simulado, e, de maneira sincera consigo mesmo, veja como está seu nível após esses tipos de pensamento. Tem gente que me procura e diz que zerou os informativos do dizer o direito, mas quando pergunto se ela alguma vez leu o CPC de cabo a rabo, ela responde negativamente. Não adianta. Lei seca despenca em prova, em todo tipo de prova. Você tem que fazer alguns sacrifícios. No pain no gain. Não precisa ser o pior dos mundos, mas o essencial você precisa fazer. Lei seca e questões são essenciais em qualquer concurso. Qualquer um. Se não gosta, procure meios de ir aos poucos se acostumando. Há novos materiais de lei seca com letras maiores e mais manuseáveis, pra tirar um pouco daquela frieza do Vade Mecum. Busque alternativas pra fugir ao comum. Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier. Pense nisso!

Estudar apenas as matérias que gosta

mulher estudando no computador

Mais uma vez, parece óbvio, mas porque tanta gente insiste nisso? “Ah, empresarial é muito chatoooo.. vou estudar penal que é mais legal e caem mais questões”. “Nossa, detesto tributário. Vou compensar estudando constitucional, que é nada.” “Ahhh, desisto! Nunca vou aprender raciocínio lógico. Meu português é bom, vai dar certo”. Aposto com qualquer um que já se escutaram ou ouviram alguém falando isso. Porque é zona de conforto? Simplesmente porque você não quer justificar pra si mesmo uma atitude que lá no fundo você sabe que está equivocado. Não quer se frustrar ao sentir que não está entendendo nada. Ou não quer dar a cara à tapa pra insistir até entender. E o que vai acontecer? É algo que já falei nos mandamentos. É muito mais fácil estudar pra acertar questão fácil que questão difícil. Como você está fazendo uma análise subjetiva (o que é difícil pra você e não pra todos), não se apercebe que vai acabar errando questões consideradas fáceis das matérias que considera difíceis, justamente por não tê-las estudado. “Mas Adalberto, pelo menos vou acertar mais questões difíceis da matéria que sou bom”. Negativo. Existem inúmeros motivos pra se errar uma questão, e a falta de conhecimento é só uma delas. Pode ser desatenção, pode ser que você saiba muito sobre algo que é simples e complique, ou pode ser que a questão simplesmente esteja mal elaborada (como acontece hein). Tudo isso pode fazer você errar uma questão. Mas não vai ser a questão difícil que fará a diferença na aprovação, pois muita gente também erra. A fácil que fará, pois a maioria deve acertar, como também já falei nos mandamentos. Dai você acaba ficando pra trás. Além disso, em termos de quantidade de matéria estudada, estudar pra acertar uma questão fácil é bem menos tormentoso do que estudar pra acertar uma questão difícil. Você gasta bem mais tempo pra estudar algo aprofundado, com suas mil teorias, do que algo mais básico. Só pensar em ambiental , que sabendo apenas 3 leis relativamente curtas, você faz mais de 70% da prova. Porque então estudar um curso de direito civil? O tempo será muito maior e o ganho bem menor. Seja pragmático. Pense nisso!

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