Não terceirize sua aprovação

aprovação

Vejo muitas postagens motivacionais falando pra não terceirizar suas reprovações, não se vitimizar. Não colocar a culpa nos outros por falhas suas. Isto está certo também, mas quero falar de outra coisa que pouca gente percebe. No mundo de hoje, ficou comum a busca por soluções milagrosas, fórmulas perfeitas, métodos invencíveis, de modo que, se você seguir aquele passo a passo, será aprovado. O que acontece é que a maioria das pessoas gasta um tempo enorme na busca por esses “diamantes do saber”, quando as grandes jóias, que são NOSSA INTELIGÊNCIA e NOSSA CRIATIVIDADE, são desperdiçadas, já que tentamos encaixá-la em algo proposto (sem testes) por alguém que não passou pelo que a gente passa, não viveu o que a gente vive e não tem as deficiências e virtudes que a gente tem. Como isso vai dar certo? Cursinhos, roteiros prontos, “supercoaches”, tá tudo no pacote.

Troque o arrepender por aprender

Mulher-estudando

Da mesma série do “não jogue sua reprovação no lixo”, mas nesse caso vale pra qualquer campo da sua vida. Quantas vezes nos amarguramos arrependidos e ficamos remoendo uma decisão que se mostrou equivocada? “Ah, não devia ter mudado meu material”. “Ah, não devia ter contratado aquele ”’colti”’que mandava estudar que nem ele”. “Ah, não devia ter vindo fazer essa prova, só gastei dinheiro”. “Ah, não devia ter comprado aquele curso”. Entre inúmeros outros. O problema é que aí a gente perde tempo duas vezes. A primeira com esses pensamentos que não levam a lugar nenhum. A segunda que, por não pensar de forma racional e sim emocional, os erros voltam a se repetir. Portanto, esqueça o arrependimento. Ele traz mágoa e não leva a lugar nenhum. Aprenda! PS: Passando pra lembrar que hoje a noite temos live de como montar um cronograma eficiente de estudos, pra aprender e não nos arrependermos!  

O que nunca te falaram sobre cursinhos

estudo-cursinho

Gente, quem me conhece sabe que eu tento falar um pouco as coisas fora da curva, diferente do que muita gente fala por aí (a mesmice de sempre). Isto não é por acaso. Simplesmente acredito que para ter resultados diferentes do que todo mundo tem, precisamos fazer coisas diferentes do que todo mundo faz. E isso é aferido, na prática, não só comigo, como com inúmeros outros colegas aprovados. Hoje vou falar um pouco dos problemas do estudo por cursinhos. Mas não vou falar da longa extensão de videoaulas ou do custo financeiro. Isto já é sabido por todos, e muita gente já vem falando disso (quem acompanha meus posts, vai ver que falei lá no início do ano). O que quero falar é aqui é fundamentalmente duas coisas. A primeira é de que cursos que te dão exclusivamente informação, como é o caso dos cursinhos pra concursos, tendem a se tornar desnecessários. Por que, Adalberto? Simplesmente, porque hoje há excesso de informação disponível, diferente de antigamente, em que a informação era rara, e AÍ SIM, valia muito a pena fazer algo que te passasse isso. Foi aí que os cursinhos cresceram bastante. Por mais que tentem se remodelar hoje, o modelo é basicamente o mesmo. Um professor te dá matéria, você lê o PDF, livro/lei, faz questões, e parte pro outro dia. E assim vai se perpetuando. E isso você encontra em qualquer canto com uma simples pesquisa na internet. Chega no fim do curso e não lembra de nada do início dele. “Ah, mas eu fiz anotações”. Aí o ciclo recomeça com você lendo suas anotações. Sem estratégia alguma. Isso nos leva ao segundo problema não citado. Os cursos não ensinam para você ou para seu colega, eles ensinam para um universo de pessoas, dos mais diferentes níveis, vivências e deficiências. Como você vai conseguir transformar isso pra você? Isto eles não ensinam, porque não tem interesse, pois, se você aprender, vai sair do curso e estudar sozinho, como o fazem a grande maioria dos aprovados (GRANDE MESMO). Notem que não estou a falar mal dos cursinhos, apenas ressaltando o problema que TODO CURSO vai oferecer, e, se você não tomar cuidado e cair na zona de conforto, vai acabar sendo afetado.

Você não precisa ser grande para começar. Mas precisa começar para ser grande!

homem sorrindo

Não precisa de plano pra começar. O plano é não ter plano. O feito é melhor que o perfeito. Só sabendo quais dificuldades você enfrentará, sentindo elas, é que você vai descobrir a melhor maneira de superá-las, e o desejado plano infalível vai se formando aos poucos. É caminhando que se faz o caminho! Um combo de motivacionais pra você que tá pensando em esmorecer! Desistir não é opção!

Dicas de trajetória 1 – Não suspenda sua vida social por causa dos estudos!

vida social

Pessoal, hoje estou iniciando uma nova série de posts. Trata-se de dicas da minha trajetória que, com certeza, te ajudarão no seu caminho. A primeira é justamente a de não suspender sua vida social. Muita gente acha que tem que parar tudo “em prol do bem maior”, que é passar no concurso público. Ledo engano. Quando você interrompe sua vida por causa disso, te traz uma pressão enorme, e provavelmente te provocará sequelas psicológicas que depois serão difíceis de superar. Porém, isso não significa que pequenos sacrifícios não devam ser feitos. Exemplo 1. Quando fui nomeado no MPU, finalmente consegui voltar para o Ceará para me graduar, e, enfim, teria um tempo maior para estudar (antes tinha 3 ou 4h). Porém, ao invés disso, melhorei minha vida social. Viajei, saí, fiquei mais com minha família. Foi de caso pensado? Não. No entanto, aquilo me deu tranquilidade para continuar estudando aquelas mesmas 3, 4h, e, de forma eficiente, continuar galgando os degraus para conseguir meus objetivos. Exemplo 2. De 2009, quando ingressei no serviço público federal, ao final de 2015, quando fui aprovado para Procurador da República, e tinha certa segurança da nomeação, dos meus 30 dias de férias, 20 eram para estudar, e 10 para curtir. Os 20 dias pra estudar normalmente eram em vésperas de provas de concursos importantes. Esse é um bom exemplo dos pequenos sacrifícios. Se você não tratar o concurso como uma parte da sua vida, uma parte importante de fato, mas uma parte, e, ao invés disso, tentar tratá-lo como um todo, dificilmente vai dar certo. O desgaste é muito grande. E esse desgaste não é imprescindível.

Não jogue sua reprovação no lixo!

Não coloque sua prova num pedestal, mas sim no bolso! Já falamos algumas vezes aqui no blog sobre um assunto chamado mentalidade. A mentalidade é algo que pouca gente se debruça hoje em dia, porque muitos só se preocupam com matéria, matéria, matéria, método, método, mas esquecem que nossa mente é o que nos guia. E quer maior exemplo de mentalidade inadequada do que o que a gente faz com as reprovações que aparecem pelo nosso caminho? Ao invés de pegá-las e estudá-las, para que os erros não se repitam, simplesmente queremos ESQUECÊ-LAS. Porém esquecê-las não é um atitude inteligente, porque os mesmos erros acontecerão de novo. Só com a identificação deles, você tem chance de mudar o futuro. É algo óbvio, pessoal, mas que muita gente não segue porque se deixa guiar pelas emoções. Outro ponto que batemos muito na tecla foi a necessidade de realização de simulados, que tem a ver com a ideia de reprovação, porque quando você não vai bem neles, isso te acende o alerta que você tem que mudar alguma coisa no seu jeito de estudar.

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