O estudo deve ser qualitativo, não quantitativo

Se quantidade de horas de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos tanta gente estudando há tanto anos tanto tempo por dia, sem nunca ter sido aprovado, ao passo que outros, com uma pouca quantidade de horas, em meses, são aprovados. Não, isso não é balela. Existe mesmo. O que não existe é a chamada “fila da aprovação”, que consistiria no tempo que você esperaria até tomar posse. Quanto mais tarde você começasse, mais tarde tomaria posse, porque haveria outros na sua frente. Isso é um dos muitos mitos no mundo dos concursos, vendidos muitas vezes por cursinhos, para que você fique preso a eles, acreditando que aquele “extensivo anual” vai te dar a famosa base para você finalmente engrenar. Quantidade de tempo disponível para o estudo ajuda, mas nunca será determinante pra aprovação. Não somente histórias como aquele filho do amigo do vizinho que estudou 3 meses e passou existem, como também daquela mãe solteira que trabalhava dois turnos e passou também existe. Se você tem o dia inteiro pra estudar, ótimo, você está melhor que muita gente. Porém se você estudar 10, 12h, todo dia, sábados e domingos, isso te faz ficar abaixo da concorrência , por mais paradoxal que possa parecer. Isso porque você vai parar sua vida por algo que pode não acontecer (sua aprovação), te trazendo uma pressão desnecessária, como também irá cansar sua mente, deixando de absorver inclusive o que já estava consolidado. Há estudos que concluem que a partir da sétima hora de estudo, nossa mente tem um rendimento bem menor, e precisaremos de mais tempo para absorver conteúdo. Este tempo extra poderia estar sendo bem melhor utilizado em atividades físicas, diversão com sua família, etc, o que faria com que sua mente descansasse, consolidasse o que aprendeu no dia, e recarregasse as energias para o dia seguinte. Quantos de vocês já estudaram com a sensação de que “não entrava nada”? Bem, é disso que eu estou falando. Há uma diferença enorme entre ler e aprender. Horas líquidas também não significam muita coisa, pelo mesmo motivo. Estude pouco, medianamente ou até muito, mas estude FOCADO. Isso faz bem mais diferença!
Não terceirize sua aprovação

Vejo muitas postagens motivacionais falando pra não terceirizar suas reprovações, não se vitimizar. Não colocar a culpa nos outros por falhas suas. Isto está certo também, mas quero falar de outra coisa que pouca gente percebe. No mundo de hoje, ficou comum a busca por soluções milagrosas, fórmulas perfeitas, métodos invencíveis, de modo que, se você seguir aquele passo a passo, será aprovado. O que acontece é que a maioria das pessoas gasta um tempo enorme na busca por esses “diamantes do saber”, quando as grandes jóias, que são NOSSA INTELIGÊNCIA e NOSSA CRIATIVIDADE, são desperdiçadas, já que tentamos encaixá-la em algo proposto (sem testes) por alguém que não passou pelo que a gente passa, não viveu o que a gente vive e não tem as deficiências e virtudes que a gente tem. Como isso vai dar certo? Cursinhos, roteiros prontos, “supercoaches”, tá tudo no pacote.
Não jogue sua reprovação no lixo!

Não coloque sua prova num pedestal, mas sim no bolso! Já falamos algumas vezes aqui no blog sobre um assunto chamado mentalidade. A mentalidade é algo que pouca gente se debruça hoje em dia, porque muitos só se preocupam com matéria, matéria, matéria, método, método, mas esquecem que nossa mente é o que nos guia. E quer maior exemplo de mentalidade inadequada do que o que a gente faz com as reprovações que aparecem pelo nosso caminho? Ao invés de pegá-las e estudá-las, para que os erros não se repitam, simplesmente queremos ESQUECÊ-LAS. Porém esquecê-las não é um atitude inteligente, porque os mesmos erros acontecerão de novo. Só com a identificação deles, você tem chance de mudar o futuro. É algo óbvio, pessoal, mas que muita gente não segue porque se deixa guiar pelas emoções. Outro ponto que batemos muito na tecla foi a necessidade de realização de simulados, que tem a ver com a ideia de reprovação, porque quando você não vai bem neles, isso te acende o alerta que você tem que mudar alguma coisa no seu jeito de estudar.
