Domine o processo de aprendizagem, não o aprendizado

Pessoal, esse talvez seja um dos textos mais importantes até aqui. Muitas vezes partimos do pensamento que devemos aprender tudo, que se não soubermos muito, não vamos passar, e assim por diante. Ocorre que o conhecimento vive mudando! Você sabe o tanto de coisa que se descobre todo dia? Ou o tanto do que se escreve sobre cada matéria toda hora? É muita coisa. Se você ficar querendo abraçar o mundo com as mãos, você não vai chegar a lugar nenhum! Agora se você souber como você aprende (particular de cada um), você aprenderá qualquer coisa! Durante a escola, muitos de nós ficávamos bestas com aquelas pessoas que pouco estudavam e sempre iam muito bem em provas, ao passo que outras, que se esforçavam muito, iam mal. Muitos pensavam: isso é um dom, nunca vou ser assim. Os que assim continuaram pensando, realmente não se tornaram. Mas aquele que se esforçava e tinha a mentalidade que podia dar certo, tenho certeza que teve sucesso, seja em que área for. E por fim aquele que tirava boas notas e ficou se confiando apenas nisso, hoje provavelmente não está bem das pernas. Por que? Possivelmente porque não sabe lidar com frustrações (tema para um outro post). Outra nuance dessa ideia é quando a gente fica com medo de investir tempo e dedicação em algo que pode dar certo. Se esforçar pra isso. Quem nunca? Isso é apenas um escapismo pra, depois que não dar certo, você ter uma justificativa. Porque imagina se você investe tempo e não da? Que desculpa você se daria? Ia ficar arrasado(a). Portanto, voltando ao início, saiba o modo como você aprende. Nunca você saberá tudo, pelo contrário. Conheça seus limites, mas não se subestime. A recompensa virá!
Como manter o foco nos estudos para concursos?

Para garantir a aprovação naquela vaga dos sonhos não tem jeito, é preciso muita dedicação. Mas se manter concentrado e com foco nos estudos para concursos em meio a uma rotina agitada nem sempre é tarefa fácil. No entanto, se o concurseiro aprender a usar as armadilhas da própria mente a seu favor, ter esse foco durante a preparação para concursos não será problema. Ficou curioso? Então não perca essas dicas! O professor da ADN concursos, Adalberto Delgado, chamou a atenção para o fato de que os concurseiros não devem ficar presos apenas às orientações comumente mencionadas, como desativar as notificações do celular na hora dos estudos. “São válidas, mas tentemos fugir ao trivial”, alertou. Ele destaca um mecanismo do cérebro humano que, quando treinado, pode colaborar para o aumento do foco em qualquer atividade que se queira realizar. Isso se chama sequestros emocionais. O termo refere-se às escolhas subconscientes da nossa mente para o emprego da atenção. Vamos deixar que Adalberto explique melhor: “Qual é a primeira coisa que você olha quando entra num escritório? Depende. Se você estiver com problemas financeiros, olha para o talão de cheques em cima da mesa. Se tiver medo de aranha, olha para aquela pequena teia na parede. Se você tiver apressado pra sair dali, olha para o relógio. Nós não definimos isso. É nosso subconsciente. Nosso cérebro, por exemplo, presta atenção em aranhas, cobras, de forma quase automática, assim como não consegue ignorar expressões de raiva (perigo), a menos que TREINEMOS.” Treinamento por questões é uma estratégia Uma estratégia que auxilia nesse treinamento é o estudo por questões. A dica é reservar um tempo da sua preparação para se dedicar a essa atividade. Lembrando que sempre é válido basear-se em provas de concursos anteriores. Além de resolver questões de provas anteriores ou com foco na banca, existe outra forma de fazer esse treino: com simulados. Que, além de tudo, vão te preparar para o dia da prova. Mas, há quem prefira não resolvê-los. Por que não fazer os simulados é uma zona de conforto? “Treine seu cérebro para prestar atenção no que realmente importa. Se você errou uma questão numa prova e na semana seguinte aquele conhecimento está em um livro, por exemplo, sua atenção é instantânea, por mais que seja uma nota de rodapé.” O que melhorar o foco nos estudos para concursos Nossa mente também tem “armadilhas” que podem ajudar a orientar melhor o foco nos estudos. Este é o caso da mente divagadora. Segundo o professor Adalberto Delgado, a divagação da mente apresenta diversos aspectos positivos, como geração de cenários para o futuro, autorreflexão, incubação de ideias criativas, ponderação do que se está aprendendo, organização das lembranças, entre outros. “A maioria dos insights criativos se dá quando a mente está in off. Com relação ao foco, quando você está muito focado, você bloqueia sua mente para ideias criativas”, destacou. Para você entender melhor, esses são os estágios da criatividade: Foco orientado: quando se busca e mergulha em qualquer tipo de dado; Atenção seletiva: quando há desafios criativos; Consciência aberta: que é a livre associação para encontrar uma solução. “Falando de estudos, muita gente tem um foco orientado, mas muitas vezes não desenvolve a atenção seletiva e a consciência aberta. O que faz com que não preste atenção no essencial nem deduza pensamentos que lhe servirão para matar algumas questões, por exemplo.” Delgado disse, ainda, que ao focar muito, o concurseiro acaba pressionando o “músculo da atenção”, que cansa, como qualquer outro. Para solucionar o problema é simples, basta descansar. “Nossa mente tem infinitas ideias, lembranças e associações potenciais esperando para serem feitas, mas a probabilidade de a ideia certa se ligar com a lembrança correta dentro do contexto adequado, e tudo isso ser capturado pelo holofote da atenção, é bastante pequena quando estamos hiper focados ou sobrecarregados demais.” Por isso é de extrema importância os momentos de pausa entre o estudo, assim como um bom descanso. Mas você deve buscar atividades relaxantes. Ser multitarefa ajuda ou atrapalha? Adalberto Delgado ressalta ainda que a multitarefa, vista como positiva, é neurologicamente impossível. Isso porque sua atenção vai de um lado ao outro e o cérebro tem um tempo para focar nessa outra situação. Esse movimento é chamado de Penalidade por Alternância Cognitiva. “Por isso que é possível passar horas envolvido na multitarefa, ficar exausto e não realizar nada, pois você queima toda sua energia alternando contextos ao invés de progredir. Quanto menos você alterna, menos energia você gasta e mais você avança”, completou Delgado. → Qual a melhor forma de estudar para concursos? → Como organizar horários de estudo? A dica é escolher um horário para estudar e se dedicar só a essa atividade. O mesmo vale para os momentos de lazer. Escolha o tempo em que você ficará navegando pela internet ou interagindo nas redes sociais. Ficar com notificações ativadas e verificando mensagens a todo o tempo vai tirar sua atenção. E, dessa forma, será muito mais difícil manter o foco nos estudos para concursos.
Como deve ser o estudo para concurso?

Vai fazer um concurso? Então é hora de separar horas para a sua preparação, com muita teoria, prática e leitura de apostilas. Certo? Errado. Pode não parecer, mas a fórmula mágica para a aprovação não existe. Você deve estar se perguntando: como deve ser o estudo para concursos? A dúvida é mais que comum e, para solucioná-la, é preciso tomar alguns passos antes de iniciar a sua preparação. Primeiramente, é preciso definir o seu objetivo. Com o concurso escolhido e a meta definida, é hora de iniciar os estudos. Para isso, você precisa entender que os estudos precisam ser qualitativos e não quantitativos. Ou seja, não adianta estudar 12 horas por dia se o conteúdo não tem qualidade ou se seu aproveitamento deixa de existir após uma certa hora. Se quantidade de horas de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos inúmeros estudantes se preparando há anos, sem nunca ter sido aprovado. Não é mesmo? É claro que é importante separar horas do seu dia para estudar, até mesmo todos os dias, mas isso não será o fator mais determinante para a aprovação. Quanto tempo reservar para os estudos? Acredite, boa parte das pessoas não têm o dia todo para estudar. No entanto, reservar o dia inteiro, sem ter momentos para descanso, também não traz a aprovação. Ao contrário, normalmente essa atitude causa uma pressão desnecessária, além de tornar sua mente incapaz de lembrar até daqueles conteúdos que você tinha aprendido, ou pelo menos que achou. Há estudos que concluem que a partir de determinada hora de estudo, nossa mente tem um rendimento bem menor, necessitando de mais tempo para absorver o conteúdo. Por isso são recomendadas pautas curtas a cada hora de estudo, mais ou menos. Não é um problema reservar parte do dia para atividades físicas, diversão com a família e amigos, e até mesmo para o ócio. Afinal, quantos de vocês já estudaram com a sensação de que “não estavam entendendo nada”? Isso acontece porque há uma diferença enorme entre ler e aprender. Então, antes de iniciar os estudos, reserve um tempo no qual você sinta que está aprendendo e não apenas ouvindo aquela videoaula cansativa ou lendo um conteúdo sem absorver nada. Estude primeiro o seu ritmo, para assim criar uma preparação qualitativa. Resumo x Apostila Agora você já sabe quanto tempo reservar para os estudos, mas e a parte de como estudar? A dúvida é inevitável e aparece em diversos momento durante a preparação. Um deles, por exemplo, é na hora de decidir entre a leitura de resumos ou de apostilas. Para solucionar esta questão, você precisa responder a outras três. São elas: Você lembra o que leu ontem? E há uma semana? Você sabe o que diz o primeiro capítulo do livro que você está lendo? Pois é, provavelmente a resposta é não. E a resposta é simples. Isso ocorre porque é normal esquecermos tudo. Cientificamente, é provado que nosso cérebro tende a ligar o piloto automático, lembrando apenas o que ELE quer. Por isso, nos lembramos de algo que lemos há 15 anos, mas muitas vezes esquecemos o que acabamos de ler e aprender. Isso se chama curva do esquecimento e temos que reduzi-la. Para isso, os assuntos devem ser repetidos por meio de materiais curtos. Ou seja, os resumos são essenciais para os estudos. Os livros podem até ser bons aliados, muitas vezes para consultas e exames mais aprofundados, típicos de uma segunda etapa de concurso. A leitura de um resumo pode (e deve!) ser feita inúmeras vezes! O tempo de leitura pode até ser igual ao de um livro, mas o benefício é muito maior. O resumo ajuda a fixar o conhecimento necessário para a prova. Mas não esqueça, ele deve ser muito bem elaborado! Além disso, saiba que não há um método de revisão perfeito, é preciso estudar no seu ritmo. As revisões assistemáticas por meio de questões serão as melhores maneiras de fixar o conteúdo. A revisão de véspera de prova, assim como os temas prioritários, são também boas alternativas. O melhor estudo para concursos é o estudo! A chave para o sucesso é você mesmo! Parece clichê, mas é a mais pura verdade. As pessoas sempre tendem a encontrar problemas, antes mesmo de iniciar qualquer caminho. Para os estudos não é diferente. Muitas vezes adiamos nossos sonhos, porque colocamos problemas e não soluções no nosso caminho. A preparação para as provas, por exemplo, não deve ser de um jeito, ou de outro. Não há uma fórmula, mas pequenas ações que trazem melhores resultados. Então, se você ainda tem medo de iniciar a sua preparação, saiba que o melhor estudo para concursos é o estudo. Como já dizia o poeta espanhol Antônio Machado: “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”. Então, é preciso caminhar. Mesmo que caia, mesmo que pegue o caminho errado às vezes, mesmo que regresse, ainda está permitido errar. O importante é não desistir!
