É melhor ler 10 vezes um resumo de 80 páginas do que 1 vez um livro de 800

Você lembra o que leu ontem? E há uma semana? Você lembra o que tem no inicio do capítulo do livro que você está lendo? Provavelmente a resposta a essas perguntas vai ser não. Isso acontece porque esquecemos de tudo. Já foi provado cientificamente que nosso cérebro liga o automático pra muita coisa e só se detém no que ele acha importante. Mas é o que ELE acha e não você acha. Por isso que você lembra de algo que leu uma vez há 15 anos e não lembra de algo que leu ontem. E aí? Qual a solução? Sentar e chorar? Haha não. Isso se chama curva do esquecimento e temos que diminuí-la. Pra diminuir precisamos repetir os assuntos (diferente de revisar, mas depois eu explico isso). Pra repetir precisamos de materiais curtos. Você vai gastar a mesma quantidade de tempo. Mas a fixação do que você realmente precisa vai ser bem maior com os resumos. Aprenda. O estudo de concurso tem que ser pragmático. Você não tá aí pra ser um professor daquela matéria, senti-la e saber expor aos outros. Isso é coisa de professor de faculdade. Você tá ali pra acertar a questão e passar. E tem que fazer o que for preciso pra isso. Os livros são bons aliados (servem pra consulta muitas vezes e pra ler alguns capítulos pra provas de segunda fase), mas tem um custo-beneficio de tempo muito ruim. Você demora muito a lê-los, e quando acaba lembra de pouca coisa. Antes fosse garantia você ler tudo e isso ficar na sua memória. Além disso, não é apenas um livro. É no mínimo 10. Você vai esquecer. Portanto, pra diminuir esse esquecimento, opte por materiais mais curtos, e repita. Ressalto que também é possível você ler doutrinas de capa a capa e passar. Mas vai demorar muito mais, e pode ser que você descubra tarde demais, que tava estudando de forma equivocada. Até a próxima!
O mito do material perfeito

Talvez uma das perguntas que mais recebo, tanto de alunos, como de seguidores, seja a de qual o melhor material para se estudar. Ao que sempre respondo: o segredo não é o material, mas a FORMA COMO VOCÊ UTILIZA ELE. Pessoal, existem incontáveis materiais bons no mercado. Desde apostilas até resumos/sinopses, até mesmo videoaulas. Hoje é tanta informação que ela mais atrapalha que ajuda. Claro que alguns materiais são adequados a certos tipos de concursos, mas muita gente se apega a esse fato, para viver trocando de material, em busca do mais “compatível” com o concurso que ela quer. Isso sim vai prejudicar sua caminhada. É interessante que, por algum tempo, seja mantido o mesmo material para que seu cérebro se adapte à leitura. Toda vez que você muda, além de gastar tempo procurando o “Santo Graal” que te levará a aprovação (existem materiais com esse nome que são muito bons, inclusive), você vai gastar um tempo a mais para reconhecer aquele novo material, e voltar ao ritmo anterior. E tempo, meus amigos, tempo é OURO na sua preparação, que o diga os posts anteriores. Ao dizer isso, não quero fazer vocês acreditarem que qualquer material seja bom. Claro que há alguns deploráveis, mas quem entende um mínimo disso já reconhece. “Adalberto, mas vi alguns erros no meu material, além dele estar muito desatualizado!”, essa é uma afirmação que vejo muito. Pois bem. Pergunto. Esses erros no seu material te fizeram reprovar? Ou foi a falta/deficiência de estudo mesmo? Cuidado para não tentar transferir a SUA CULPA pela reprovação para o material. Quanto à atualização, o que tem que se saber atualizado, pelo menos pros concursos da área jurídica, são a lei e a jurisprudência. A doutrina muda pouquíssimo de uma versão para outra. Lei se lê pelo Vade Mecum atualizado (inclusive por você). Jurisprudência se lê por informativos. Não dê uma importância a algo que não é tão relevante. Por fim. Se você tem um material ótimo, mas só o lê uma vez, pouca coisa vai te ajudar, por melhor que ele seja. O esquecimento vai bater. Agora se você tem um material não tão bom, mas aceitável, e sabe ele bem, pode estar certo que será aprovado. PS: O post ficou grande, então deixarei para falar da elaboração de resumos depois.
Aprovação ou reprovação não dependem diretamente do seu tempo de estudo

Poderia começar a nova sequência de posts por aquelas velhas máximas: “Tempo é questão de prioridade.” “Quem prioriza tudo, não prioriza nada.” Mas, mais uma vez, tentemos nos afastar do óbvio, apesar de tais frases não poderem ser esquecidas. De nada adiantaria falar de estudo com pouco tempo disponível, se você realmente não pudesse acreditar, com fatos, que é possível a aprovação, mesmo com um horário apertado. No decorrer dos meus 8 anos de estudo para concurso público, bem como dos 3 que oriento outras pessoas nesse estudo, já vi de tudo, a saber: pessoas que estudam há mais de 5 anos, 8h ou mais por dia, sem nunca ter passado; pessoas que estudam há mais de 5 anos, 2h por dia, sendo aprovados; pessoas que estudam 4h por dia, durante 2 anos, também sendo aprovados; os que estudam 8h por dia, durante 6 meses, sendo aprovados, os que estudam 1h por dia, durante 3 meses, sendo reprovados (não se faz milagres né haha). Eu poderia citar várias outras, mas o importante é você entender que o tempo disponível não está diretamente ligado à aprovação. Lembro que no meu estudo pro MPU, estudei apenas 2 meses, 3h por dia (trabalhava à época), e fui aprovado em 3º lugar. O que fez diferença? Acredito eu que minha BAGAGEM DE CONCURSO. Isso sim, faz muita diferença. Agora não é qualquer bagagem. É a experiência que você aprende com seus erros. Não estou falando de ser concurseiro profissional, como sei que tem gente por aí. O que vejo muito hoje são pessoas insistindo em coisas que não se dão certo, mesmo elas vendo claramente que não está dando certo. É apenas mais uma zona de conforto. Quem eu falei que estuda há 5 anos, mais de 8h por dia, acabou passando depois que diminuiu a carga horária dele e começou a fazer mais questões. Tenho alunos que tem 2 horas disponíveis por dia, e outros que tem 10h. O estudo vai ser igual pra eles? Não. Mas vou tentar garantir que o que está estudando 6h (é aquele que tem 10, porém só coloco pra estudar 6), estude da maneira mais otimizada. O que tem 2h então nem se fala. Quem cava BEM no lugar errado cava MAL. Sempre vou bater nesta tecla, por mais repetitivo que possa parecer. ESTRATÉGIA é mais importante que INTENSIDADE. No mundo dos concursos, feliz ou infelizmente, temos que ser pragmáticos. Não adianta lutar contra o sistema (pelo menos neste caso). Adapte-se, e se sairá vencedor! PS: Próximos posts passarei dicas práticas.
Por que os cursinhos são uma zona de conforto?

Primeiramente, é importante ressaltar que estou falando de videoaulas, não dos arquivos em PDF (que são muito importantes, às vezes). E por que é uma zona de conforto? Porque a esmagadora maioria das pessoas vai ter dois comportamentos com os cursinhos. Ou vai assistir às aulas, e somente assisti-las, sem fazer nada mais, porque não tem tempo (uma pessoa que trabalha e tem apenas 3h a 4h disponíveis pra estudar , vai gastá-lo todo em aulas). Ou, se tiver mais tempo, vai assisti-las, depois estudar o que foi visto na aula (legislação, doutrina e poucas questões..) e assim seguir, todos os dias, normalmente por um ano (quando conseguem). Durante esse ano, ou ao final dele, vão fazer uma prova e aíii… BOMBA. “Poxa, o que aconteceu? Eu estudei todo o edital de forma tão boa”. O que aconteceu foi que você esqueceu boa parte. E o cursinho contribuiu em muito pra isso, pois não te deixou respirar com matérias novas todos os dias (a menos que você pratique o tormento de estudar o fim de semana inteiro pra isso, o que prejudicará seu rendimento). Mas os problemas não param por aí. Os cursinhos nivelam por baixo, até porque o nível dos alunos é o mais variado possível e não tem como exigir muito. Os cursinhos, e isso vale apenas pros presenciais, tomam muito tempo de deslocamento. Os cursinhos tem professores ruins, que também te fazem perder tempo (já eu falo dos bons). Os cursinhos são caros, pelo menos os que são considerados razoáveis. “Mas Adalberto, e os bons professores? Eu aprendo muito com eles”. “Ah, eu preciso formar minha base, depois vou encarar os concursos”. Você já experimentou se dar a chance de aprender sozinho (a)? Ou você partiu do pressuposto que o professor vai te explicar melhor do que você entendendo por si mesmo? Isso é zona de conforto. É preferir o mais fácil, e não o mais eficaz. Há pesquisas que as ligações em nossa mente se formam de maneira muito mais forte quando você deduz por si só o que está aprendendo. Estudo ativo. Mas você está disposto a isso? O cursinho vai ser interessante pra quando você não sabe rigorosamente nada, como uma pessoa formada em engenharia que vai fazer concurso pra técnico de trt. Tudo é uma questão de custo benefício de tempo, além de dinheiro. Você pode aprender muito mais utilizando aquele tempo da aula estudando por si só que gastando num cursinho, seja ele qual for. A maioria é caça níquel, de qualidade péssima. Não sejam a “manada”, aqueles que vão com todo mundo. Procurem se auto avaliar (simulados são um bom parâmetro). Se liga! Não vai ser o cursinho que vai te guiar até a aprovação. De onde você tirou que é tão mais esperto que os demais alunos do cursinho pra escutar a mesma ladainha e se destacar do resto? Você precisa fazer diferente! Eles têm milhares de alunos e só algumas dezenas de pessoas vão ser aprovadas. E eu aposto com você, poucas de cursinhos. E dessas poucas, pergunte se ele foi fundamental na aprovação e serão menos ainda! Não seja mais do mesmo. Confie mais em si mesmo! O grande responsável pela sua aprovação sempre foi e sempre será apenas você!
O estudo é qualitativo e não quantitativo

Se quantidade de horas de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos tanta gente estudando há tanto anos tanto tempo por dia, sem nunca ter sido aprovado, ao passo que outros, com uma pouca quantidade de horas, em meses, são aprovados. Não, isso não é balela. Existe mesmo. O que não existe é a chamada “fila da aprovação”, que consistiria no tempo que você esperaria até tomar posse. Quanto mais tarde você começasse, mais tarde tomaria posse, porque haveria outros na sua frente. Isso é um dos muitos mitos no mundo dos concursos, vendidos muitas vezes por cursinhos, para que você fique preso a eles, acreditando que aquele “extensivo anual” vai te dar a famosa base para você finalmente engrenar. Balela. Mas depois eu falo disso. O que quero passar agora é que a quantidade de tempo de estudo ajuda, mas nunca será determinante pra aprovação. Não somente histórias como aquele filho do amigo do vizinho que estudou 3 meses e passou existem, como também daquela mãe solteira que trabalhava dois turnos e passou também existe. Se você tem o dia inteiro pra estudar, ótimo, você está melhor que muita gente. Porém se você estudar 10, 12h, todo dia, sábados e domingos, isso te faz ficar abaixo da concorrência , por mais paradoxal que possa parecer. Isso porque você vai parar sua vida por algo que pode não acontecer (sua aprovação), te trazendo uma pressão desnecessária, como também irá cansar sua mente, deixando de absorver inclusive o que já estava consolidado (algo que também falarei depois). Há estudos que concluem que a partir da sétima hora de estudo, nossa mente tem um rendimento bem menor , e precisaremos de mais tempo pra absorver conteúdo. Este tempo extra poderia estar sendo bem melhor utilizado em atividades físicas, diversão com sua família, etc, o que faria com que sua mente descansasse, consolidasse o que aprendeu no dia, e recarregasse as energias para o dia seguinte. Quantos de vocês já estudaram com a sensação de que “não entrava nada”? Bem, é disso que eu estou falando. Há uma diferença enorme entre ler e aprender. Horas líquidas também não significam muita coisa, pelo mesmo motivo. Mas disso falo depois. E aí, o que achou?
Como é a vida de um concurseiro!

A vida de um concurseiro não é fácil e todos sabem disso. Ou talvez só saiba quem também está no mesmo barco. Quantas vezes amigos ou até mesmo alguém da sua família se chateou porque você deixou de comparecer a algum evento para ficar estudando? Realmente, vida de concurseiro não é fácil. Já que tocamos nesse assunto, vamos falar das renúncias. É deixar de ir àquele almoço de domingo. Ou à festa de um dos seus amigos. Muitos concurseiros pulam até mesmo as festividades de final de ano em prol de algo maior: estudar para obter aprovação em um concurso público. Pense que esses sacrifícios não são em vão. Não mesmo! Depois que você tiver a estabilidade que muitas carreiras públicas garantem, terá mais tranquilidade para poder pensar em curtir os bons momentos com a família e os amigos. E certamente terá mais tempo também, já que agora não precisa mais usar todo o tempo livre para estudar. Ainda tem isso. O trabalho não para. Não é todo concurseiro que consegue se dedicar exclusivamente à preparação para concursos. Então, a rotina vai mudar em cada caso. Mas a vida de um concurseiro deve ter o mesmo princípio: dedicação e foco total nos estudos. Ou pelo menos em todos os momentos que não estejam ocupados com o trabalho e outras tarefas que não podem ser substituídas, como cuidar da casa e dos filhos. Ainda é necessário reservar espaços para o lazer. Afinal, precisamos ter equilíbrio em tudo que fazemos. Praticar academia, ir ao cinema, sair com a namorada(o) são atividades que te ajudam nessa jornada. Mas toda dedicação e foco são necessários no horário de estudos. “Vida de concurseiro não é fácil. Somente outro concurseiro sabe as dificuldades do dia a dia e a pressão dos parentes e amigos com aqueles que ‘só’ estudam. Faz 12 anos que ingressei no serviço público, atualmente sou servidor do MPU, mas lembro bem o esforço que fiz para estar entre os aprovados”, relata o Consultor da ADN Concursos, Marcelo Vasconcelos. Conheça 4 conceitos que revolucionarão os seus estudos Experiências de outros concursos ajudam no objetivo final A rotina de todo concurseiro inclui outras atividades além dos estudos, como vimos e como vocês bem sabem. Mas chega sempre aquela hora do dia em que é preciso focar nas apostilas, videoaulas, simulados… E essas são as horas que você deve ter mais disposição! “Foram muitas horas de estudos, resolução de questões, provas anteriores, apostilas, PDFs, livros, ou seja, não faltou disposição para acumular conhecimento e enfrentar os concursos públicos que apareciam.” É comum que concurseiros optem por uma área e prestem diversos concursos dela, até chegar àquele que mais sonha. Esse processo é um treino para outras provas. Mas tenha em mente que você deve ter foco. Não adianta fazer absolutamente todas as provas que aparecerem pela frente, pois isso pode acabar te desgastando. Além disso, como você não estará focado na preparação, é possível que não seja aprovado. E essa frustração pode acabar abalando seu desempenho nos estudos para o concurso dos seus sonhos. Por isso, mantenha o foco sempre! “No começo, não havia muito foco de minha parte, mas isso melhorou a partir do momento em que defini exatamente o que queria. Existiram frustrações? Com certeza e foram várias, mas aprendi com elas e procurei sempre ser melhor do que fui na prova anterior. Afinal, pior do que cometer um erro é persistir nele”, ressalta Marcelo. Todo esforço vale a pena na vida de um concurseiro Sim, todo sacrifício e esforço vale a pena na vida de um concurseiro. Só a tranquilidade de saber que você terá segurança empregatícia, dependendo da sua escolha, já é mais do que um bom motivo para insistir. Além disso, os salários e benefícios do serviço público costumam ser bons. E você não os perderá do dia para a noite, como pode acontecer com um funcionário de uma empresa privada que pode ser demitido a qualquer momento. Muitos desses benefícios ajudarão você a cuidar e olhar pela sua família, o desejo de muitas pessoas que prestam concurso. Passar em um concurso também pode proporcionar uma carreira em crescimento. Com os planos de cargos e salários, os servidores, antes mesmo de ingressarem, podem saber os requisitos e em quanto tempo terão direito a promoções. O que inclui aumento de salário também. Por isso, voltamos a destacar: mantenha o foco e tenha disposição para seus estudos, porque vão valer todo o sacrifício no final. O sucesso só depende de você! “No fim das contas, valeu a pena. Chegou uma hora em que as frustrações foram substituídas pelas aprovações e hoje colho os frutos de toda a dedicação daquela época. Atualmente, oriento candidatos para que eles logrem êxito nos concursos públicos, já que uma preparação bem feita é essencial para conquistar o tão sonhado cargo público.” As recompensas não acabam no momento da posse. Pelo menos é o que conta ainda Marcelo. “E vou ser sincero: uma das coisas mais gratificantes é ver um concurseiro que não desistiu assumir um cargo público, pois sei que o caminho não foi fácil, mas a recompensa será pelo resto da vida.”
