Você sempre sabe quando não está fazendo o suficiente; mas você nunca sabe quando está fazendo demais

pessoa-triste

Quem aí se acabou de estudar no fim de semana? Essa mensagem vai pra você: CUIDADO COM EXCESSOS! Se quantidade de tempo de estudo fosse determinante pra aprovação, não teríamos tanta gente estudando durante tanto tempo sem ter sido aprovado. Ela ajuda, mas não determina. Além disso, você precisa entender que o descanso mental tem necessariamente que fazer parte da sua rotina. Você assenta as matérias lidas durante a semana (se elas não assentarem, a posterior vai substituir a anterior no seu cérebro e você esquece facilmente). Outro motivo é descansar pra mais uma semana. “Ah, mas quase não tenho tempo durante a semana. Preciso estudar no fim de semana”. Aí o problema é de prioridade. Talvez concurso não seja pra você. Você não está dando a prioridade devida. Algo de errado não está certo.

Estudar da maneira que gosta

mãos masculinas escrevendo em caderno

Vou falar uma coisa que pouca gente gosta de ouvir: o estudo de concurso não tem que ser legal, tem que ser o necessário para você passar. Quando isso entrar na sua mente, você vai começar a pensar um pouco fora da caixa. Se você estudar do jeito adequado e gostar, ótimo. Mas tem algumas maneiras que dificilmente vão te levar a algum lugar. Exemplos temos aos montes: “detesto lei seca, vou ler informativos; a aula do professor fulano é tão boa, aprendo tudo, nem preciso fazer questões; caraca, adoro aquela Bíblia do Gilmar Mendes, altas teorias mirabolantes, me perco lendo aquilo ali.” Se você já teve esses pensamentos, cuidado. Não é que vá dar errado, mas há uma grande chance. E não sou eu que estou dizendo. Faça uma prova ou um simulado, e, de maneira sincera consigo mesmo, veja como está seu nível após esses tipos de pensamento. Tem gente que me procura e diz que zerou os informativos do dizer o direito, mas quando pergunto se ela alguma vez leu o CPC de cabo a rabo, ela responde negativamente. Não adianta. Lei seca despenca em prova, em todo tipo de prova. Você tem que fazer alguns sacrifícios. No pain no gain. Não precisa ser o pior dos mundos, mas o essencial você precisa fazer. Lei seca e questões são essenciais em qualquer concurso. Qualquer um. Se não gosta, procure meios de ir aos poucos se acostumando. Há novos materiais de lei seca com letras maiores e mais manuseáveis, pra tirar um pouco daquela frieza do Vade Mecum. Busque alternativas pra fugir ao comum. Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier. Pense nisso!

A reprovação é uma etapa da aprovação

Jura? O problema é que pouca gente pensa assim. No primeiro mandamento, eu falei que era balela a famosa “fila da aprovação”. E realmente é. Mas isso não significa que você não irá ser reprovado. Você irá. A vantagem é que quanto mais rápido isso acontecer, melhor pra você. Mais cedo você saberá direcionar melhor seus estudos para que possa corrigir suas falhas. Depois outras falhas aparecerão e você as continuará corrigindo, aumentando seu nível, até passar. Você acha mesmo que todos essas pessoas que relatam ter mil aprovações nunca foram reprovadas? Que tiraram de letra todos os concursos que fizeram? Sem medo de errar, digo que a quase totalidade das pessoas tiveram mais reprovações que aprovações em concursos. Eu mesmo que tive mais de 10 aprovações devo ter tido umas 15 ou mais reprovações. Isso aí. Eu fiz concursos durante 8 anos. Média de 3 concursos por ano é algo crível. E isso acontece em vários nichos sociais. Qual jogador de futebol se dá bem logo em seu primeiro jogo? Que professor da uma aula fantástica logo no seu primeiro contato com alunos? Você conhece alguém que foi muito bem logo no primeiro concurso mais complexo que fez? Provavelmente não. Mas eu conheço aquele que ficou adiando ao máximo sua “estreia” em concursos e quando finalmente achou que estava preparado, fez e levou uma bomba, ficando sem entender o porquê. Treino é treino e jogo é jogo talvez explique um pouco rsrs. E qual a diferença entre aquele que se dá bem e o que não consegue seus objetivos? A frustração de ambos é até parecida. Porém o que se dá bem utiliza a reprovação como combustível para melhorar, enquanto aquele que se dá mal procura listar todos os problemas que levaram aquilo ali, de forma minuciosa, tentando explicar o porquê daquele resultado negativo para ele mesmo, amigos e família, sem encarar o principal problema: ele mesmo. Enquanto tivermos atitudes vitimistas (isso aliás serve para qualquer aspecto da sua vida), tenderemos a enxergar só o externo e não identificaremos o maior problema, que muitas vezes é a nossa mentalidade. Entenda, nunca haverá condições perfeitas para você fazer uma prova. Nunca. E é até salutar que não haja. Imagina se você faz uma prova nessas condições e não passa. Será uma catástrofe emocional. Sempre vai faltar uma parte da matéria a ser estudada, sempre vai ter aquela gripe ou dor de cabeça de véspera, sempre terá aquela visita familiar, sempre terá algum empecilho a seu estudo “perfeito”. Porém isto não vai ser o culpado por sua reprovação. Tem que aprender a lidar com isso. Portanto, faça provas, se teste, e se não der certo, encare como uma etapa, que será vencida, pois a estrada de concursos é cheia de percalços, e é só aprendendo a se desviar deles que você irá ter sucesso.  

Por que não fazer simulados são uma zona de conforto?

mulher estudando

Se você ler esse texto até o final, vai ficar convencido que tem que fazer simulados. Ao menos, uma vez por mês, te garanto. Vamos lá. Por que as pessoas não fazem simulados? Naturalmente, dizem que tem que esgotar os temas pra poder se testar. Isso é uma balela das maiores! Infelizmente trazemos do modelo de ensino tradicional essa ideia de que só podemos nos testar após estar preparados. Isso vem do colégio, e continuou na faculdade, mas concursos não são assim. Funcionava de certa maneira no colégio e faculdade porque os assuntos eram pequenos. Nos concursos, cai um mundo de coisa. Você acha realmente que vai lembrar de tudo que estudou? Estudar todo o edital e achar que está bem pra fazer uma prova é uma das maiores ilusões do mundo dos concursos. Com certeza você já viu acontecendo com alguém. Finalmente, ter conseguido bater um edital de cabo a rabo e ter ido fazer a prova, e levar uma bomba. Isso se dá porque a gente esquece o que estudou! Sempre esquecemos algo. Tem que se aceitar isso e tentar “diminuir o estrago”. Como? Sabendo bem o que cai nas provas e onde podemos melhorar pra estudarmos de forma otimizada. Se você fizer logo um simulado e detectar seus pontos fracos, você poderá direcionar seus estudos de modo a diminui-los. Ao se fazer logo a prova, por mais que você vá mal, vai poupar bastante tempo e tutano nos próximos estudos. É melhor saber logo onde precisa melhor do que só na prova. É a mesma coisa de se fabricar um foguete e descobriu se tudo tá funcionando só no momento da decolagem. Não tem como dar certo. Mas os simulados ainda tem outras vantagens. Te ajuda a lidar bem com o tempo de prova, pois você já terá feito aquela prova várias outras vezes. Te faz ver cascas de banana, pois você é obrigado a encarar aquilo como uma prova, então tem que ter atenção redobrada. E o mais importante. Como você pode medir sua evolução em relação aos outros por meio da nota de corte, acaba te dando a motivação necessária tantas vezes buscada, pois você vai percebendo o seu sonho mais perto ao progredir nos acertos. Te dei vários Prós e você só tem um contra, o fato de não ter estudado tudo antes. O que isso é? Zona de conforto. Medo de se ferrar. Aí o problema não está em não fazer o simulado, e sim na sua cabeça. O medo vai te limitar, e prejudicar você a conseguir seus objetivos. Pense nisso! Um abraço!    

Não existem métodos de revisão perfeitos (pelo contrário)

Muita gente (mas muita mesmo) me pergunta sobre métodos de revisão. Alunos, amigos, servidores, todos querendo descobrir a fórmula mágica de revisar e lembrar do máximo que conseguir, se queixando porque nunca conseguiram encaixar um jeito. E eu sempre respondo da mesma forma. Os métodos de revisão propagados por aí são ILUSÃO. Essa é a palavra. Ilusão porque você acredita que dá certo no início, mas depois começa a se complicar e por fim chega à conclusão (como chegou esse povo acima) que não vão conseguir fazer, culpando a si mesmo pela indisciplina. Mas o problema está justamente na revisão. E ele deriva lá do início. Quando esses métodos malucos de revisar foram criados (pode escolher qualquer um: 1 dia 1 semana 1 mês 6 meses , 7, 15, 30, etc), foram baseados numa falsa premissa de combate a curva do esquecimento que um cientista maluco empregou no começo do século xx. O que ninguém fala é que essa tática era pra decorar sequências de letras e números (sem significação: AOP, KHE, HIV, PTM, etc). Não era pra aprender nada significativo. Foi desmascarada pouco tempo depois, sendo que os especialistas de concurso se apropriaram dela porque é “mais fácil” de explicar e joga a culpa toda pra cima do usuário que não consegue executá-la. Além do problema conceitual, ainda há um problema prático. Com o tempo, a revisão fica inviável porque você não consegue bater as metas. Ao invés de um estudo qualitativo, passa a focar num estudo quantitativo, para que as revisões possam ser executadas, o que acaba prejudicando seu aprendizado, como já falei aqui que o estudo deve ser qualitativo e não quantitativo. A conclusão é você dificilmente conseguira cumprir essas metas de revisão, e, mesmo se conseguisse, seria ineficiente. E aí, o que eu faço? Estude no seu ritmo. As revisões assistemáticas por meio de questões serão as melhores maneiras de fixar o conteúdo. A revisão de véspera de prova (revisão do que foi estudado até aquele momento, a ser feita de 2 semanas a 1 mês antes da prova) também é uma boa. A repetição de temas prioritários é outra saída. É isso. Espero que tenha aclarado um pouco a ideia. Um abraço!

Como é a vida de um concurseiro!

A vida de um concurseiro não é fácil e todos sabem disso. Ou talvez só saiba quem também está no mesmo barco. Quantas vezes amigos ou até mesmo alguém da sua família se chateou porque você deixou de comparecer a algum evento para ficar estudando? Realmente, vida de concurseiro não é fácil. Já que tocamos nesse assunto, vamos falar das renúncias. É deixar de ir àquele almoço de domingo. Ou à festa de um dos seus amigos. Muitos concurseiros pulam até mesmo as festividades de final de ano em prol de algo maior: estudar para obter aprovação em um concurso público. Pense que esses sacrifícios não são em vão. Não mesmo! Depois que você tiver a estabilidade que muitas carreiras públicas garantem, terá mais tranquilidade para poder pensar em curtir os bons momentos com a família e os amigos. E certamente terá mais tempo também, já que agora não precisa mais usar todo o tempo livre para estudar. Ainda tem isso. O trabalho não para. Não é todo concurseiro que consegue se dedicar exclusivamente à preparação para concursos. Então, a rotina vai mudar em cada caso. Mas a vida de um concurseiro deve ter o mesmo princípio: dedicação e foco total nos estudos. Ou pelo menos em todos os momentos que não estejam ocupados com o trabalho e outras tarefas que não podem ser substituídas, como cuidar da casa e dos filhos. Ainda é necessário reservar espaços para o lazer. Afinal, precisamos ter equilíbrio em tudo que fazemos. Praticar academia, ir ao cinema, sair com a namorada(o) são atividades que te ajudam nessa jornada. Mas toda dedicação e foco são necessários no horário de estudos. “Vida de concurseiro não é fácil. Somente outro concurseiro sabe as dificuldades do dia a dia e a pressão dos parentes e amigos com aqueles que ‘só’ estudam. Faz 12 anos que ingressei no serviço público, atualmente sou servidor do MPU, mas lembro bem o esforço que fiz para estar entre os aprovados”, relata o Consultor da ADN Concursos, Marcelo Vasconcelos. Conheça 4 conceitos que revolucionarão os seus estudos Experiências de outros concursos ajudam no objetivo final A rotina de todo concurseiro inclui outras atividades além dos estudos, como vimos e como vocês bem sabem. Mas chega sempre aquela hora do dia em que é preciso focar nas apostilas, videoaulas, simulados… E essas são as horas que você deve ter mais disposição! “Foram muitas horas de estudos, resolução de questões, provas anteriores, apostilas, PDFs, livros, ou seja, não faltou disposição para acumular conhecimento e enfrentar os concursos públicos que apareciam.” É comum que concurseiros optem por uma área e prestem diversos concursos dela, até chegar àquele que mais sonha. Esse processo é um treino para outras provas. Mas tenha em mente que você deve ter foco. Não adianta fazer absolutamente todas as provas que aparecerem pela frente, pois isso pode acabar te desgastando. Além disso, como você não estará focado na preparação, é possível que não seja aprovado. E essa frustração pode acabar abalando seu desempenho nos estudos para o concurso dos seus sonhos. Por isso, mantenha o foco sempre! “No começo, não havia muito foco de minha parte, mas isso melhorou a partir do momento em que defini exatamente o que queria. Existiram frustrações? Com certeza e foram várias, mas aprendi com elas e procurei sempre ser melhor do que fui na prova anterior. Afinal, pior do que cometer um erro é persistir nele”, ressalta Marcelo. Todo esforço vale a pena na vida de um concurseiro Sim, todo sacrifício e esforço vale a pena na vida de um concurseiro. Só a tranquilidade de saber que você terá segurança empregatícia, dependendo da sua escolha, já é mais do que um bom motivo para insistir. Além disso, os salários e benefícios do serviço público costumam ser bons. E você não os perderá do dia para a noite, como pode acontecer com um funcionário de uma empresa privada que pode ser demitido a qualquer momento. Muitos desses benefícios ajudarão você a cuidar e olhar pela sua família, o desejo de muitas pessoas que prestam concurso. Passar em um concurso também pode proporcionar uma carreira em crescimento. Com os planos de cargos e salários, os servidores, antes mesmo de ingressarem, podem saber os requisitos e em quanto tempo terão direito a promoções. O que inclui aumento de salário também. Por isso, voltamos a destacar: mantenha o foco e tenha disposição para seus estudos, porque vão valer todo o sacrifício no final. O sucesso só depende de você! “No fim das contas, valeu a pena. Chegou uma hora em que as frustrações foram substituídas pelas aprovações e hoje colho os frutos de toda a dedicação daquela época. Atualmente, oriento candidatos para que eles logrem êxito nos concursos públicos, já que uma preparação bem feita é essencial para conquistar o tão sonhado cargo público.” As recompensas não acabam no momento da posse. Pelo menos é o que conta ainda Marcelo. “E vou ser sincero: uma das coisas mais gratificantes é ver um concurseiro que não desistiu assumir um cargo público, pois sei que o caminho não foi fácil, mas a recompensa será pelo resto da vida.”

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