Dicas de trajetória 2 – Saiba identificar quando o menos é mais

Digo e repito sempre. SE quantidade de tempo de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos tanta gente estudando por tanto tempo, tantas horas por dia, sem nunca ter sido aprovado ou empossado no cargo que deseja. O tempo ajuda, mas não é determinante. Mas o motivo desse post é outro. É mostrar situações que estudar menos te dá mais resultado! Em outras palavras, mesmo que você tenha tempo disponível, deve abdicar de estudar todo ele, e descansar fazendo outras atividades. Explico. Você tem que ver o seu cérebro como um músculo. Um músculo mental. E daí você pode aplicar vários pensamentos que aplica aos seus músculos normais pra ele, e entender um pouco como ele funciona. Vamos lá? Como o músculo cresce? Quando você força ele em um curto espaço de tempo, correto? Quando você faz questões do que acabou de estudar, força seu cérebro em algo? Claro que não. Para ele é muito fácil lembrar daquilo. É como se você quisesse fazer 10 repetições de um exercício, mas pega um peso de 1 kg. Você vai conseguir cumprir, porém sem resultados. Se você passar o dia inteiro exercitando o mesmo músculo, o que acontece com ele? Cansa, claro. Cada vez que o tempo passa, ele diminui o rendimento, porque vai cansando. Mais uma dica aí. Como o músculo se rompe? Quando você pega muito pesado sem estar preparado para aquilo. E daí é um longo período sem poder usá-lo. Isso acontece com o cérebro? Claro, fadiga mental. Problema maior ainda é quando ela acontece ali perto da prova, o melhor momento para se estudar, pois tudo vai estar mais fresco na sua mente. Você tem fadiga porque vomita um monte de informação ao mesmo tempo quando ele não está habituado a isso. Por isso, muitas vezes o menos é mais! Pense nisso!
Dicas de trajetória 1 – Não suspenda sua vida social por causa dos estudos!

Pessoal, hoje estou iniciando uma nova série de posts. Trata-se de dicas da minha trajetória que, com certeza, te ajudarão no seu caminho. A primeira é justamente a de não suspender sua vida social. Muita gente acha que tem que parar tudo “em prol do bem maior”, que é passar no concurso público. Ledo engano. Quando você interrompe sua vida por causa disso, te traz uma pressão enorme, e provavelmente te provocará sequelas psicológicas que depois serão difíceis de superar. Porém, isso não significa que pequenos sacrifícios não devam ser feitos. Exemplo 1. Quando fui nomeado no MPU, finalmente consegui voltar para o Ceará para me graduar, e, enfim, teria um tempo maior para estudar (antes tinha 3 ou 4h). Porém, ao invés disso, melhorei minha vida social. Viajei, saí, fiquei mais com minha família. Foi de caso pensado? Não. No entanto, aquilo me deu tranquilidade para continuar estudando aquelas mesmas 3, 4h, e, de forma eficiente, continuar galgando os degraus para conseguir meus objetivos. Exemplo 2. De 2009, quando ingressei no serviço público federal, ao final de 2015, quando fui aprovado para Procurador da República, e tinha certa segurança da nomeação, dos meus 30 dias de férias, 20 eram para estudar, e 10 para curtir. Os 20 dias pra estudar normalmente eram em vésperas de provas de concursos importantes. Esse é um bom exemplo dos pequenos sacrifícios. Se você não tratar o concurso como uma parte da sua vida, uma parte importante de fato, mas uma parte, e, ao invés disso, tentar tratá-lo como um todo, dificilmente vai dar certo. O desgaste é muito grande. E esse desgaste não é imprescindível.
