Você não precisa ser grande para começar. Mas precisa começar para ser grande!

Não precisa de plano pra começar. O plano é não ter plano. O feito é melhor que o perfeito. Só sabendo quais dificuldades você enfrentará, sentindo elas, é que você vai descobrir a melhor maneira de superá-las, e o desejado plano infalível vai se formando aos poucos. É caminhando que se faz o caminho! Um combo de motivacionais pra você que tá pensando em esmorecer! Desistir não é opção!
Dicas de trajetória 3 – Aprender não necessariamente significa estudar!

Continuando as dicas da minha trajetória, nos meus mais de 8 anos de estudo para concursos públicos, eu passei pelas mais variadas situações, que eu tenho certeza que você passou também… momentos conturbados, brigas familiares, términos de namoro, fadiga mental, problemas de saúde, falecimentos na família, vontade de jogar tudo pro alto, etc. Mas, com exceção das viagens de 2 semanas (no máximo) que eu fazia por ano, eu nunca, absolutamente nunca, parei de aprender algo novo relacionado a concursos públicos. Isso é respirar seus objetivos. E meu grande objetivo era ser Procurador da República em um futuro não tão distante! O que quero dizer com isso? Alguma coisas: Primeiro que, por mais que haja problemas, não somente todo mundo passa por situações semelhantes, como os próprios problemas também passam, e a sensação de que, mesmo com os problemas, você conseguiu aprender algo, é MUITO BOA! Te dá ânimo pra seguir adiante. Segundo: todos têm, uma hora ou outra, aquela vontade de jogar tudo pro alto, eu também tinha. Nessas horas, parava de ler o que tava lendo e fazia sabe o quê? Pasmem! Ia jogar videogame escutando alguma aula de direito do Youtube (minha querida mãe está aí pra provar que não estou mentindo haha). Era a minha maneira de desopilar, de dar uma reorganizada na mente. E note: Alguma coisa daquelas aulas entrava. Eu considerava um estudo regular? Claro que não. Mas o pouco que eu prestasse atenção naquilo, faria eu aprender mais. O objetivo é aprender. Terceiro, e mais importante, que APRENDER NÃO NECESSARIAMENTE SIGNIFICA ESTUDAR. Estudar é apenas uma das formas de aprender. E aí o que acontecia depois de eu jogar umas 5 partidas no videogame e “perder” uma hora de estudo? PESO NA CONSCIÊNCIA. E o peso na consciência é um ótimo incentivo. Voltava aos estudos com energia renovada. Note, não estou dizendo pra você parar o que tá fazendo e ir jogar videogame! Tem gente que a válvula de escape é atividade física, por exemplo. Dá pra ouvir alguma coisa lá também. Defina a sua válvula. O que importa é haver um equilíbrio entre seus objetivos e sua sanidade mental.
Dicas de trajetória 2 – Saiba identificar quando o menos é mais

Digo e repito sempre. SE quantidade de tempo de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos tanta gente estudando por tanto tempo, tantas horas por dia, sem nunca ter sido aprovado ou empossado no cargo que deseja. O tempo ajuda, mas não é determinante. Mas o motivo desse post é outro. É mostrar situações que estudar menos te dá mais resultado! Em outras palavras, mesmo que você tenha tempo disponível, deve abdicar de estudar todo ele, e descansar fazendo outras atividades. Explico. Você tem que ver o seu cérebro como um músculo. Um músculo mental. E daí você pode aplicar vários pensamentos que aplica aos seus músculos normais pra ele, e entender um pouco como ele funciona. Vamos lá? Como o músculo cresce? Quando você força ele em um curto espaço de tempo, correto? Quando você faz questões do que acabou de estudar, força seu cérebro em algo? Claro que não. Para ele é muito fácil lembrar daquilo. É como se você quisesse fazer 10 repetições de um exercício, mas pega um peso de 1 kg. Você vai conseguir cumprir, porém sem resultados. Se você passar o dia inteiro exercitando o mesmo músculo, o que acontece com ele? Cansa, claro. Cada vez que o tempo passa, ele diminui o rendimento, porque vai cansando. Mais uma dica aí. Como o músculo se rompe? Quando você pega muito pesado sem estar preparado para aquilo. E daí é um longo período sem poder usá-lo. Isso acontece com o cérebro? Claro, fadiga mental. Problema maior ainda é quando ela acontece ali perto da prova, o melhor momento para se estudar, pois tudo vai estar mais fresco na sua mente. Você tem fadiga porque vomita um monte de informação ao mesmo tempo quando ele não está habituado a isso. Por isso, muitas vezes o menos é mais! Pense nisso!
Dicas de trajetória 1 – Não suspenda sua vida social por causa dos estudos!

Pessoal, hoje estou iniciando uma nova série de posts. Trata-se de dicas da minha trajetória que, com certeza, te ajudarão no seu caminho. A primeira é justamente a de não suspender sua vida social. Muita gente acha que tem que parar tudo “em prol do bem maior”, que é passar no concurso público. Ledo engano. Quando você interrompe sua vida por causa disso, te traz uma pressão enorme, e provavelmente te provocará sequelas psicológicas que depois serão difíceis de superar. Porém, isso não significa que pequenos sacrifícios não devam ser feitos. Exemplo 1. Quando fui nomeado no MPU, finalmente consegui voltar para o Ceará para me graduar, e, enfim, teria um tempo maior para estudar (antes tinha 3 ou 4h). Porém, ao invés disso, melhorei minha vida social. Viajei, saí, fiquei mais com minha família. Foi de caso pensado? Não. No entanto, aquilo me deu tranquilidade para continuar estudando aquelas mesmas 3, 4h, e, de forma eficiente, continuar galgando os degraus para conseguir meus objetivos. Exemplo 2. De 2009, quando ingressei no serviço público federal, ao final de 2015, quando fui aprovado para Procurador da República, e tinha certa segurança da nomeação, dos meus 30 dias de férias, 20 eram para estudar, e 10 para curtir. Os 20 dias pra estudar normalmente eram em vésperas de provas de concursos importantes. Esse é um bom exemplo dos pequenos sacrifícios. Se você não tratar o concurso como uma parte da sua vida, uma parte importante de fato, mas uma parte, e, ao invés disso, tentar tratá-lo como um todo, dificilmente vai dar certo. O desgaste é muito grande. E esse desgaste não é imprescindível.
Não jogue sua reprovação no lixo!

Não coloque sua prova num pedestal, mas sim no bolso! Já falamos algumas vezes aqui no blog sobre um assunto chamado mentalidade. A mentalidade é algo que pouca gente se debruça hoje em dia, porque muitos só se preocupam com matéria, matéria, matéria, método, método, mas esquecem que nossa mente é o que nos guia. E quer maior exemplo de mentalidade inadequada do que o que a gente faz com as reprovações que aparecem pelo nosso caminho? Ao invés de pegá-las e estudá-las, para que os erros não se repitam, simplesmente queremos ESQUECÊ-LAS. Porém esquecê-las não é um atitude inteligente, porque os mesmos erros acontecerão de novo. Só com a identificação deles, você tem chance de mudar o futuro. É algo óbvio, pessoal, mas que muita gente não segue porque se deixa guiar pelas emoções. Outro ponto que batemos muito na tecla foi a necessidade de realização de simulados, que tem a ver com a ideia de reprovação, porque quando você não vai bem neles, isso te acende o alerta que você tem que mudar alguma coisa no seu jeito de estudar.
Você não pode, nem precisa, saber de tudo para passar!

É. É algo óbvio mesmo. Nós não podemos saber de tudo. Mas por que temos tantos comportamentos que nos induzem a isso? Por que achamos que temos que saber absolutamente tudo de determinado assunto para considerá-lo estudado? Por que achamos que temos que bater todo o edital para nos sentirmos seguros para determinada prova? Por que quando erramos uma questão, achamos que não sabemos nada? Tudo isso é derivado desse pensamento de querer saber de tudo. E isso tem muito a ver com o modo como aprendemos. Fomos educados a achar que existe uma única maneira de aprender, que seria por livros e aulas. Desde a mais tenra idade, fomos instruídos nessa ideia. Ocorre que a transposição pura e simples dessa ideia pro universo de concurso público não dá muito certo. Tem que haver adaptações. Enquanto lá no colégio e na faculdade, você estuda para uma prova dali a 2 ou 3 meses, que será cobrada apenas determinados assuntos, no concurso público se estuda para se fazer várias provas (formação da base), de matérias que você viu nos últimos 2, 3 ANOS! Não dá pra ser igual. Isso tem a ver com mentalidade para concursos, coisa que muita gente não se liga!
Desculpas perfeitas. Fracassos perfeitos

O tempo que você gasta criando desculpas pra explicar algo que não deu certo é o mesmo que gastaria tentando identificar o que não deu certo. Sempre digo que pra toda situação na nossa vida, temos, pelo menos, duas maneiras de reagir. Escolher a maneira certa define o que você é e o que você vai conseguir!
Se o plano não funcionar, mude a estratégia, não o objetivo

Objetivo: SER CONCURSADO Plano: acabar a faculdade, se matricular num cursinho por um ano e passar gloriosamente! Realidade: faz isso e quando finalmente vai fazer provas, bomba. Não deu certo. O que fazer? “Foi culpa minha, não me dediquei o suficiente, vou fazer um cursinho de forma séria agora”. Se matricula no tido como o melhor curso disponível, anota até espirro do professor, assiste todas as aulas pra que possa fazer outra prova. E quando chega ela, BOMBA. “Poxa, o que aconteceu? Fiz tudo certo agora”. Um amigo então fala de um “coach” com um método de revisão infalível que consegue ver toda a matéria estudada em um mês e lembrar de tudo. Ela tenta pôr em prática, mas quando se da conta, a sua vida está em função das revisões, sua saúde está mal, não tem qualquer tempo para si, e mesmo assim quando faz prova vai mal. Desiludida, acha que a culpa é sua, que não é capaz,e diz que irá tentar uma última vez. Como? Contratando mais um cursinho… Como esperado, vai mal nas provas, e, desencantada, abandona seu sonho. “Concurso não é pra mim”. Se você já teve algum tipo de pensamento assim, o que eu tenho a dizer é exatamente essa frase: NÃO MUDE SEU OBJETIVO! O problema está no seu plano!
“Eu não falhei 10 mil vezes. Apenas encontrei 10 mil maneiras que não funcionam” (Thomas Edinson)

Pra quem acha que as histórias de sucesso do mundo são apenas flores, nunca serão. O que ocorre é que, em geral, não valorizamos o esforço. É muito mais “legal” pensar que aquela pessoa é um gênio, e que aquilo é um dom que lhe foi concedido. Como não foi concedido a nós, por pura obra do acaso e ingratidão de Deus, devemos nos relegar à mediocridade. Como Thomas Edison disse, ele tentou muito, errou várias vezes, mas a cada tentativa ele ia melhorando algo. A cada tentativa ia aperfeiçoando o processo. Ele pensava sobre o processo, e não sobre o resultado, como já falamos aqui. Por que no mundo dos concursos não pode se fazer a mesma coisa? É claro que se pode. E porque pouquíssima gente faz? PORQUE É MUITO DIFÍCIL. As pessoas preferem se contentar com o que todos fazem, porque é mais fácil estar no meio da manada, da proteção do grupo, do que tentar algo novo. Decidir pelo fácil e pelo que todos decidem é muito mais seguro. Mas será que é eficiente pros seus planos? Tudo depende de como você pensa. Se Thomas Edison fosse teimoso, e ficasse repetindo sempre a mesma estratégia, ou se não fosse persistente, não se dando por vencido a cada tentativa fracassada, nosso mundo hoje seria mais escuro.Clareie seus pensamentos!
Sempre desconfie do que é fácil: o que a Caverna do Dragão pode nos ensinar?

Quando era mais novo, um dos meus desenhos preferidos era o “Caverna do Dragão. Pra quem não sabe, trata-se de um grupo de jovens que, do nada, sem saber por quê, entram num portal e caem num mundo fantástico, em que cada um tem um superpoder. Desde o primeiro episódio, eles tentam voltar ao mundo real, mas NUNCA CONSEGUEM. Além dos garotos, há três personagens principais, que são o mestre dos magos, o vingador e uma unicórnio, que vira bicho de estimação de um dos garotos. No mundo dos concursos, vejo muita gente com o perfil de querer terceirizar a atividade de passar em concurso, e querem tudo mastigado, buscam incessantemente por cursos, aulas, “coaches” milagrosos, que prometem aprovação ou coisas do gênero em tempo recorde, etc., e que se você não comprar isso, nunca vai passar. E tem muita gente que vai nessa, porque o poder de decisão é mínimo, já que você decide pelo que os demais pensam, e nosso cérebro SEMPRE VAI PROCURAR PELO QUE É FÁCIL, porque é mais confortável para ele. Quando surge uma dificuldade, põe a culpa em qualquer outra coisa, menos na sua decisão, já que isso é mais doloroso. Se autosabota. Mas o que isso tem a ver com Caverna do Dragão? Então. Lembre do Vingador, que em muitos episódios oferecia a resposta fácil, os “milagres”, mas que na verdade só queria manter os jovens naquele mundo fantasioso. Lembre dos cursos que você já pagou e não adiantaram muito? O que mais interessa a eles? Que você seja aprovado ou que você continue pagando para eles? Mas não os culpe. A culpa é sua! Em alguns momentos, cursos são úteis, mas você precisa ter discernimento. E o unicórnio? Lembro que algumas vezes os jovens deixam de voltar ao mundo real porque ele não pode ir, já que pertence aquele mundo. Que tal relacionar isso à auto-sabotagem que você faz consigo?Agora lembre da postura do Mestre dos Magos. Ele é muito poderoso, mas NUNCA disse como se sair dali. Sempre se manifestava por meio de enigmas. Os jovens sempre queriam a resposta FÁCIL, e o mestre sempre os deixava pensando, para que ELES MESMOS PUDESSEM DESCOBRIR AS RESPOSTAS. Ele ajudava, mas os jovens tinham que descobrir SOZINHOS.
