Desfrute a dor inevitável

mulher estudando chateada

Qualquer dor é ruim? SIM. Qualquer dor é má? NÃO. Muitas dores são inevitáveis. Elas vão acontecer. Pra muitos, estudar é uma dor, mas ela não pode ser evitada, se você quer seguir adiante. O que resta? Desfrutá-la. Encontrar na dificuldade uma razão pra evoluir. Aí está a essência do ser humano. Boa semana!

Saiba dizer NÃO!

mulher estudando em biblioteca

Sabe aquela história de que “não” é uma palavra negativa e deve evitar ser dita e etc, etc, etc… ESQUEÇA! Ter prioridade é dizer não a uma infinidade de coisas. Steve Jobs já dizia que foco não é ter que dizer sim a grandes projetos. É dizer NÃO a grandes projetos. Inclusive essa é a principal premissa do essencialismo, filosofia muito interessante que te dá ainda mais foco. Nos estudos então, isso vai ser essencial!

Seis fases do aprendizado

mulher estudando

1. Conhecimento Aquele primeiro contato com a matéria. Se fosse transpor para um relacionamento entre duas pessoas, essa parte é aquilo de “saber que a pessoa existe”. Nessa parte, em algumas situações, não entendemos bulhufas do que aquilo significa, mas seguimos o jogo. 2.Compreensão é dar um “oi” e conversar sobre assuntos triviais. Nessa parte, você já entende o que a matéria quer dizer, mas não sabe como seria na prática. 3. Aplicação é o emprego do conhecimento para resolver alguma coisa (questões, por exemplo). Exige memória e vivência para utilizar bem o conteúdo aprendido. No relacionamento, é aquele “começar a sair” com a pessoa e saber mais sobre ela. 4.Análise após a aplicação, se analisa o que errou com o intuito de sanar pontos fracos. Considerando nossa analogia, aqui se começa a identificar problemas e as possíveis soluções no relacionamento. 5.Síntese aqui é a fase mais complexa da cognição. É onde de fato o aprendizado se consolida pela associação. VocÊ começa a desenvolver conceitos próprios que tornam mais fácil aquela consolidação. Normalmente ocorre com aqueles que já estão passando para segunda fase (aprovados nas fases objetivas), que precisam melhorar sua capacidade de expor seu ponto de vista. 6.Crítica ou avaliação já se consegue assumir posicionamento crítico e expor pontos de vista para outras pessoas (como examinadores) de forma concreta. A resolução dos problemas pode ser tanto por soluções conhecidas (o que o examinador espera) ou soluções criativas (o que ele não espera, mas que eventualmente pode resolver aquilo). Agora do que adianta você começar um estudo para concurso direto da 6ª fase da cognição? Acho que não vai dar muito certo, né? Dê tempo ao tempo que aos poucos você vai ultrapassando cada fase nos assuntos que se propõe e assim fica mais fácil lembrar do que precisa na hora da prova.

Perfeccionismo

mulher lendo livro em biblioteca

Não somos perfeitos. Mas buscamos ser. E buscar a perfeição é algo bom. Por quê? Porque nos aperfeiçoar e nos tornar melhores é o motivo pelo qual vivemos. Se o seu é outro, sinto muito, mas repense seus valores. Não buscar se aperfeiçoar leva à ideia que você “já é muito bom”, ou que aquele seu problema nunca vai ser superado, simplesmente porque “você é assim”. Isso não existe. Você é um produto de suas escolhas. Pois bem. Entendido essa parte, vamos para algo diferente. O perfeccionismo é conceituado como a obsessão de realizar tudo com perfeição. Atente-se para as duas partes nesta definição. Um é a palavra obsessão, que na quase totalidade de seus contextos, indica algo ruim. A outra é o “realizar tudo com perfeição”. Isso não significa SER perfeito. Ou buscar ser perfeito. Significa fazer as coisas com excelência, sem erros ou correções. Buscando um resultado a prova de falhas. Não. Nem sempre vai ser algo ruim. Mas a capacidade de pensar sobre o processo fica muito afetada quando você foca exclusivamente no resultado. Esse é o X da questão. Quando transpusemos essa realidade para o mundo dos concursos, nos deparamos com aquela pessoa que quer saber letra por letra de todos os assuntos que se propõe a estudar, porque o “deixar passar” não está no seu dicionário. É aquela pessoa que não sai de um assunto enquanto não o entende de forma completa e absoluta. É aquela pessoa que não admite fazer uma prova sem ter estudado todos os assuntos que vão cair nela, nem que isso custe sua sanidade antes da prova. E é aquela pessoa que desmorona quando algo não sai do jeito que ela quer. E na grande maioria das vezes vai acontecer justamente isso. Não vai acontecer do jeito que ela imaginou e ela vai cair. Mas perceba. Foi ela que criou todo o contexto. Ela caiu numa armadilha criada por ela mesma. Repito. Tentar fazer atividades com esmero e excelência não é ruim. Mas o excesso é. E em qualquer atividade intelectual, você depende de uma máquina que muitas vezes não consegue controlar, que é seu cérebro. Isso é diferente de uma atividade manual, ou um esporte, em que você depende de todo o seu corpo, ou de habilidades específicas.Muitas vezes o seu cérebro vai te pregar peças e você não saberá lidar com isso, caso se identifique como uma pessoa à prova de erros.

Aprendizagem por associação e concursos públicos

mulher estudando com computador

Uma das maneiras de o ser humano aprender é a chamada aprendizagem por associação. Você tem uma experiência atual e a relaciona ou associa a uma passada, fazendo com que seu conhecimento sobre aquele tipo de situação aumente e fique mais profundo, porque, a cada associação que você faz sobre aquilo, em tese, mais você saberá. Desde a nossa infância, nosso conhecimento sobre as mais diversas experiências vem se consolidando através da aprendizagem por associação. Quando nunca se viu algo, se viu há muito tempo, ou se viu sem prestar tanta atenção, o ser humano precisa fazer associações mais tênues, e, consequentemente, o início daquela aprendizagem nova vai ser mais lento. Com o tempo, isto se equilibra, se souber usar bem as ferramentas. Agora transpusamos isto para os estudos de concurso. Noto muita gente querendo aprender todo um conteúdo na PRIMEIRA VEZ que lê, ou quando lê depois de muito tempo. Tal procedimento, a meu ver, é falho, por dois motivos. O primeiro é de que, ao querer entender tudo “de primeira”, você força o seu cérebro desnecessariamente, porque aquilo ali vai ser esquecido em breve, e, como você tá parando praticamente em todo tema pra exauri-lo, vai demorar demais a voltar pra ele. Quando voltar, o que vai acontecer? Volta o texto que você vai ver. Você vai fazer associações tênues novamente, e o ciclo se reinicia. O segundo é que talvez esse tema que você queira exaurir não seja tão importante assim, ou sua forma de cobrança em provas não demande tanto aprofundamento. Dessa maneira você vai estar perdendo tempo. Qual a solução? O que gosto de falar pros alunos é ter uma primeira leitura superficial, entender o contexto, e a partir da segunda leitura se aprofundar aos poucos em temas que a pessoa identificar que precisa, tanto porque ela não tá bem nele como porque cai em prova.

Como ser eficiente com livros e aulas?

homem estudando lendo livros

Um problema que atinge muitas pessoas na hora de estudar é como tornar o estudo por meio de livros e aulas eficiente. Nesse contexto, toda essa aflição é gerada pelo mal e velho ensino tradicional. Durante 15 a 20 anos de nossas vidas, somos educados a achar que existe uma única solução possível para as coisas, incluindo aprender e estudar. E, como durante todo esse tempo, nosso aprendizado foi limitado a livros e aulas (no colégio e faculdade), sempre achamos que essa era a única maneira de aprender. Quando não é. Existem várias outras. O estudo do concurso deve ser pragmático. Não adianta querer estudar como estudamos nossa vida inteira. É aí que muita gente se perde. Pra não se perder, creio que devemos ter uma noção do todo antes de aprofundarmos a parte. Usei, inclusive, como exemplo, o aplicativo 12 minutos, que resume livros e os declama em áudios. Ele é muito útil pra saber se aquele livro vai me agradar ou não, apesar de não chegar perto do conteúdo dele. Mas acabo economizando muito tempo a partir da escuta. Elimino o que eu não quero. Com o estudo você pode fazer da mesma maneira. Caso você tenha uma noção do todo e paralelamente faça provas e questões, você vai saber o que realmente precisa melhorar, e focar a atenção de livros e aulas apenas nisso, pra assim equilibrar seu conhecimento. Daí o porquê da não indicação de cursinhos, que nivelam por baixo. Não focam no que você realmente precisa, pois sua realidade é diferente da do seu concorrente. Dentre vários exemplos, podemos mencionar o daquela pessoa que copia tudo que o professor fala ou da outra que lê o famoso livro de mil páginas, mas pouco fixa. Isto porque ela teve um estudo passivo. O estudo ativo ocorre por meio de explicação de conteúdo ou por questões.

Minha vida de concurseiro: o que fazia nos finais de semana?

homem estudando

Na época em que estudava, o fim de semana variava muito de função. Vejamos. Em uma época de estudo regular, leia-se, sem edital aberto, eu costumava estudar cerca de 6 a 7h no sábado (afinal, meu tempo de estudo na semana sempre foi restrito), e descansar todo o domingo pra na segunda feira recomeçar a semana com energia renovada. Quando saía o edital, normalmente eu gastava o primeiro fim de semana pós-edital pra traçar meu planejamento pra aquela prova, ou seja, como eu iria estudar, do que a banca gostava, que simulados iria fazer e quais matérias iria revisar. Como normalmente eram cerca de 3 meses pra prova, eu continuava estudando o primeiro mês de edital aberto naquela carga horária de estudo regular. 2 meses tentava tirar leite de pedra, ou , se preferir, tentava aumentar a quantidade de horas na semana de estudo (normalmente dormindo mais tarde). 1 mês antes colocava estudo aos domingos de manhã , descansando só à tarde. Na semana de véspera, usava o domingo pra definir como me organizaria só nessa semana (o que tinha conseguido seguir do que tinha me proposto 3 meses atrás e o que era muito importante nessa última semana). Traçava meu planejamento (que normalmente eu seguia, até porque muitas vezes reservava férias pra essa semana), normalmente pesado até quinta feira, e a partir de sexta começava a tirar o pé. Sábado só lia dizer o direito e revisava alguma legislação específica, e domingo, PROVA! Passada a prova, na semana pós prova, descansava a mente e corrigia minuciosamente aquela que passou.Na outra semana, o ciclo regular continua. E assim seguíamos.

Sobre medo e fracasso

homem estudando

A esmagadora maioria das respostas sobre perguntas acerca de medo no universo concurseiro é não passar em concurso. Na verdade, não é só do concurso, o que você tem É MEDO DE FRACASSAR. Como todos nós temos. Porém, no tocante a concursos, isso deve ser repensado. Ser reprovado não deveria te dar MEDO. Pode te causar frustração, angústia, chateação, culpa, às vezes raiva, de si ou dos outros, mas não deve causar MEDO. Por que? Porque todos esses sentimentos que falei, posteriormente, analisados friamente e de uma forma lógica, são passíveis de serem revistos, e utilizados para você CRESCER! Frustração por não ter sido do jeito que você esperava a prova, angústia por ter ficado muito perto, chateação por ter errado aquela questão no gabarito, culpa por ter viajado antes daquela prova importante, raiva porque o examinador fez uma questão mal elaborada. Todas essas situações, quando analisadas com calma, fazem com que você MELHORE depois. Sua única limitação é aquela que você impõe em sua própria mente.Por outro lado, o medo te PIORA. Tem gente que diz que o medo é bom, porque faz com que a gente não faça besteira. Medo é diferente de cuidado ou de falta de coragem. A chamada “Falta de coragem” ou, como alguns preferem, “covardia”, é apenas escolher não sentir medo. É racional. Você pensa sobre aquela decisão. O medo é irracional. Em “Mais esperto que o diabo”, Napoleon Hill, através de várias metáforas, cita que a principal arma utilizada pelo Mal (diabo) para estar presente na maior parte dos nossos pensamentos, é justamente o MEDO, pois ele se apodera facilmente de grandes multidões, e é passado de geração em geração. As outras duas são o ritmo hipnótico (ir com a boiada, pois a boiada é mais fácil de manobrar) e o elemento tempo, que modifica os relacionamentos humanos, fazendo com que algo válido hoje possa não ser amanhã, e induzindo a pensamentos negativos (basta pensar em como o casamento é visto por muitos hoje). Pois bem. E o que isso tem a ver com concursos público? O medo acaba te nublando os pensamentos e acabando com seu desempenho, na hora de estudar e de fazer a prova.Como superar? Simples. ENCARE O FRACASSO COMO BENÇÃO. Ele te ajudará a crescer! Acredite!

Semanas de véspera: cuidados e sugestões

homem estudando

Para a grande maioria dos concurseiros, as semanas de véspera são de muita agitação. E não é pra menos. A prova que você tanto deseja está ali na sua frente, e você, sempre, sempre, sempre, imagina que não estudou tudo e que não vai dar tempo de estudar o que falta, e que por isso tem que se esforçar ao máximo naquelas últimas e derradeiras semanas, como se o mundo fosse acabar. Essa agonia e ansiedade acabam nublando nossa mente para várias situações. Primeiro de tudo. Apesar de acharmos que rendemos melhor “sob pressão”, o nosso cérebro NÃO ACHA ISSO. Na verdade, sob pressão, ele tende a automatizar rotinas, fazer o que foi treinado, pois isso gasta menos energia, e, portanto, ele pode se preocupar com o que é efetivamente importante (na opinião dele). Isso acontecia na época que fugíamos de outros predadores. É interessante esclarecer 3 coisas. A primeira é justamente o que eu já falei. Nosso cérebro (não necessariamente nós) não rendemos bem sob pressão. Segundo, a ideia que temos de fazer “tudo de última hora” é para situações que demandam apenas ações simples (pagar uma conta, comprar uma passagem, etc.), e, portanto, não demandam o intelecto que utilizamos pro concurso. Terceiro, isso não significa que você não vá estudar mais nas semanas de véspera.Mas como é isso? Simples. Planeje previamente como serão suas semanas de véspera de prova, até o dia anterior. Agora planeje e SIGA. Tenha em mente que você nunca vai saber tudo, então o importante será saber bem o que revisou naquele período. Sempre vai escapar uma coisa ou outra. Isso é normal. Mas se você achar que não vai escapar nada, simplesmente você vai perder mais questões que ganhar, pois a ansiedade vai te dominar e não vai te permitir pensar com tranquilidade. Dessa maneira, cuidado com a fadiga e se organize previamente, de preferência, com menos horas de estudos nos 3 dias anteriores à prova, pra deixar seu cérebro mais descansado quando for fazê-la. Tente não estressá-lo, pois é dele que você precisa! Se você não conseguiu fazer entender certo assunto em 1 ano, não é em 1 semana que irá conseguir.

O Poder do Hábito para Concurseiros – Parte III

Naturalmente, os hábitos que levam à excelência variam de pessoa pra pessoa. Às vezes, é necessário tentativa e erro. O mais importante é identificar algo pequeno o suficiente que pode ser mudado e que tenha impactos positivos. Se você escolher algo muito grande, pode se frustrar por não conseguir, e consequentemente isso vai te prejudicar quando quiser criar hábitos eficazes. Um estudo citado pelo livro provou que o simples hábito de anotar os alimentos consumidos durante o dia era capaz de ajudar as pessoas a identificar padrões de alimentação, o que fazia com que elas conseguissem planejar melhor sua alimentação, tornando- as saudáveis. Só ANOTAR o que comia. Muito simples. Eu, por exemplo, estou buscando adquirir o hábito de acordar mais cedo, tendo em vista o que é falado no livro “Milagre da Manhã”, o qual recomendo demais. Eu costumava acordar por volta das 07:30h. Atualmente estou tentando acordar às 6h (todos os dias, incluindo fim de semana), com a recompensa de que o dia rende bem mais, e você fica com a sensação de dever cumprido. Algo simples, mas eficiente. A força de vontade vai ser muito importante aqui, sendo fundamental pro sucesso, muito mais do que a “inteligência nata” da pessoa. O “teste dos marshmallow”, o qual já falei aqui, é exemplo disso. Adiando a recompensa e treinando nossa força de vontade, ampliamos nosso estoque de nos realizarmos mais. Outra virtude semelhante à força de vontade é a autoconsciência. Se você se conhece bem (e aqui muitos de nós falhamos, pois muitas vezes olhamos para os outros e não para nós mesmos), provavelmente identificará o melhor hábito a ser criado. Transpondo para os estudos, basta olhar para o seu método. Se você pegar um desses “pré-fabricados” que vemos aos montes na internet, sem qualquer adaptação à sua rotina ou meios de aferir se está dando certo ou não, provavelmente teremos um gatilho e uma rotina, porém não se terá uma recompensa, o que te levará à frustração. Dessa maneira, nada impede que você busque ajuda, pois é sempre bem vinda, mas tenha senso crítico sobre o que você está fazendo para não cair na vala da mediocridade.

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com