O Poder do Hábito para Concurseiros – Parte II

O Poder do Hábito para Concurseiros – Parte II Paramos no último post em gatilho, rotina e recompensa. No livro, se cita um gatilho muito bem utilizado por um publicitário da marca de pasta de dente Pepsodent, nos EUA. Ele simplesmente pedia para a pessoa passar a língua nos dentes, e sentir uma camada que poderia ser removida pela pasta. As pessoas, que nunca tinham atentado para isso, passam a língua e realmente verificavam uma camada, o que ativa a rotina de escovar os dentes (e comprar a pasta, que era o que ele queria), bem como a recompensa de dentes bonitos. Porém, não havia qualquer relação entre a escovação e a camada. Isso foi uma mudança de hábito (deixar de escovar > escovar) para vender. Há outras. Um treinador solicitava a seus jogadores a responder automaticamente às jogadas de seu adversário, ao invés de pensar muito antes de fazê-lo, coisa que inclusive já falei aqui. Seus treinos se baseavam em amarrar gatilhos e recompensas existentes às novas rotinas. As rotinas mais simples davam aos jogadores menos escolhas e mais comportamentos não racionais, o que levava a economizar tempo e potencializar desempenho. Aplicação em concursos – que tal fazer tantas questões e simulados que tornará automático a percepção pelo seu cérebro de determinados termos ou de cascas de banana? Isso sem precisar pensar muito, deixando sua energia reservada para o que é efetivamente importante. Tem a ver com a tática também de fazer a primeira leitura da prova e matar “de cara” vários itens errados só pela utilização das palavras “sempre”, “nunca”, etc. Outro exemplo interessante é o preenchimento do gabarito. Se você criar uma rotina para incluir na sua prova em determinado momento, não vai precisar ficar se preocupando na hora da prova. Eu costumava preencher a maioria dele depois da segunda leitura, onde boa parte das assertivas já estavam assinaladas, sobrando só as que eu não sabia.

O Poder do Hábito para Concurseiros – Parte I

O ser humano é uma criatura de hábitos. Apesar de você achar que está no controle a maior parte do tempo, os dias se repetem, e consequentemente você repete hábitos pré-determinados. A grande verdade é que os hábitos são os responsáveis por todos os resultados da sua vida. Quer passar em concurso e não está dando certo? Mude seus hábitos! Mas como? Para citar um exemplo, Charles Dunhig,, em o “Poder do Hábito”, menciona um senhor que sempre esquecia tudo que ocorria com ele pouco tempo depois de acontecer. Em determinado dia, ele sai de casa sem rumo, mas, contrariando todas as probabilidades, consegue retornar, superando, naquele momento, a enfermidade que o acometia. E o motivo de ele lembrar era que tinha o hábito de caminhar com sua esposa todos os dias. Isso foi suficiente para que cientistas o estudassem e descobrissem que as práticas rotineiras são armazenadas em uma área diferente da da memória no nosso cérebro. É por isso que tomamos decisões rotineiras sem pensar muito, sem precisar da memória, pois nosso cérebro meio que “liga o automático”. Esse é o poder do hábito. Nosso cérebro é a máquina mais poderosa que já existiu. Prova disso é a vitória de enxadristas experientes contra supercomputadores, comprovando que nosso cérebro, se bem treinado, consegue superar a melhor das máquinas. Como toda pessoa esperta, no bom sentido, busca produzir o máximo de resultado, com o mínimo de esforço, daí ele automatiza rotinas. Um hábito funciona em um fluxo de 3 etapas: Gatilho: algo que acontece e que chama a atenção do cérebro para escolher qual das rotinas do modo automático usar Rotina: ação física emocional ou mental, que é automaticamente acionada pelo gatilho Recompensa: estímulo positivo que ocorre para dizer que aquela rotina funciona Se entendermos como isso se desenvolve, seremos capazes de criar novas rotinas e hábitos. Agora pense como concurseiro. Gatilho: errar uma questão ou acertar no chute Rotina: corrigir todos os itens dela, minuciosamente, até que não sobre quaisquer dúvidas sobre o que está certo ou errado Recompensa: acertar questão na prova Que tal você começar a treinar, hein?

Por que você erra questões nas provas objetivas?

a) Porque não sabe. b) Porque são difíceis. c) Falta de atenção. d) Questões mal elaboradas. e) Todas as alternativas anteriores. A resposta correta, como imagino que todos tenham pensado, é o item E. E o que deduzimos disso? Isso quer dizer que apenas um dos motivos de erro é você não saber. Quando você vai mal numa prova, acha que foi mal porque não sabe de nada, e este apenas é um dentre vários motivos de você ter errado as questões. E o pior. Esse motivo é o que mais se demora a corrigir, já que leva tempo pra você aprender mais. Porém os demais motivos podem ser compreendidos e superados. Questões difíceis: Elas vão ocorrer em quase toda prova. E errá-las não vai fazer diferença e não significa que você está mal, afinal se é difícil, muita gente errou. Você ficou pra trás porque errou questões fáceis. Falta de atenção: Aqui está uma grande vilã. A falta de atenção faz com que se erre questões fáceis e fique pra trás. A melhor maneira de diminuí-la é fazer muitos simulados e achar o melhor meio de se concentrar na hora da prova. Questões mal elaboradas: Pouca gente percebe, mas as questões mal elaboradas minam o desempenho de muita gente, porque a pessoa, mesmo sabendo tudo sobre determinado assunto, fica com medo de errar, e isso afeta a confiança para as demais questões. Busque ignorar esse tipo de questão e ponha em mente que você pode recorrer depois. Como se vê, há inúmeros meios de se melhorar desempenho em provas, não somente saber mais. Espero ter ajudado!

Sobre tempo de espera

Há um livro do padre Fábio de Melo de uma sensibilidade ímpar chamado Tempo de Espera. Nele, um jovem acadêmico de filosofia que anda meio desacreditado da vida sofre uma decepção amorosa e acaba procurando um escritor e professor aposentado, começando a trocar experiências por cartas. O interessante é que depois de um tempo o jovem percebe que aquele professor aposentado era seu ídolo e um homem de grandes feitos, e acaba pedindo ajuda para conquistar o amor perdido. A partir daí, começa uma jornada de aprendizado, na qual o professor ensina ao jovem a busca da felicidade através da simplicidade. O jovem, que é um pouco metido, questiona ao professor o porquê de ele ter abandonado uma vida de tanto sucesso e realização, a mesma que queria para ele mesmo, ao passo que o professor retorque afirmando que o sucesso vem da fé, do amor próprio e ao próximo, através da contemplação dos milagres da vida. Vale muito a leitura. Os dois tipos de sucesso, tanto da realização como da contemplação, dependem de tempo de espera, que é único para cada um. Se você tentar atropelar sua espera, acreditando que ela é a mesma do outro, seu concorrente, seu amigo, seu parceiro de vida, você vai acabar se frustrando e se angustiando. Aplicando aos concursos públicos, orientaria a, antes de buscar uma ilusória resolução imediata do seus problemas, olhar para si mesmo, questionar o que você realmente quer (sempre se questione) e se analisar para ver a maneira de evoluir, não só como estudante, mas fundamentalmente como pessoa. Falando de coisas práticas, e tentando fugir ao lugar comum, antecipe o que pode ser antecipado sem prejuízos (na prática, fazer provas, por exemplo), mas dê tempo ao que precisa de tempo (a maturação de um método adequado a sua realidade). Trabalhando bem esses dois aspectos da sua vida concurseira, o final feliz de seu tempo de espera, como o do livro, estará próximo!

Sobre ser algoz de si mesmo

mulher estudando

No mundo de hoje, competitivo, impessoal, rígido, as pessoas costumam cobrar demais de si mesmos, seja para se tornar um funcionário de destaque, uma excelente mãe, um pai próximo, seja para ter sucesso nos estudos, conquistar um novo emprego, ou o tão sonhado cargo público, as pessoas se doam ao máximo àquele objetivo, cobram seus resultados rapidamente, esperam obter suas conquistas a curto prazo, estabelecem para si metas impossíveis. Essas pessoas podem ser excelentes para os outros, afinal estão sempre desenvolvendo as mais diferentes atividades, atendendo a todos, alcançando bons rendimentos, correspondendo às expectativas, mas a verdade é que elas são algozes de si mesmas. Pessoas que se cobram demais não percebem o mal que fazem a si. Não dão valor a momentos de lazer, não valorizam seu trabalho, não valorizam o outro. Não compreendem que momentos de higiene mental, sem atividades, são tão importantes quanto os longos momentos de estudo. Tem dificuldade em perceber que um estudo de qualidade só se faz com a mente tranquila, equilibrada. Pessoas que se cobram demais, punem-se demais. E essa auto-punição não tem resultado algum. É a chamada síndrome do pensamento acelerado (SPA) estudada por Augusto Cury, um outro nome dado ao transtorno de ansiedade, e sobre a qual me debruçarei em outro post.

Sobre estudo e memorização

Muita gente me pergunta qual a melhor forma de memorizar. Como eu conseguia lembrar de tantas coisas difíceis. Como se aprende sem precisar decorar. Acho que se fosse falar de tudo isso aqui demoraria um livro, mas vou tentar facilitar. E não. Sem cursos de memorização ou técnicas malucas. Simplesmente NÃO TEM COMO SABER DE TUDO! Se vocês partirem dessa premissa, além do estudo ficar mais leve, vocês vão poder focar em outras coisas que podem ser sim problemas efetivos, provas, métodos, nervosismo, ansiedade, etc. O problema que a gente imagina que só se estuda bem uma coisa se entendê-la completamente. Só se avança no conteúdo quando entende o anterior. Gente, não é assim. Nosso cérebro não foi moldado dessa maneira. Ele foi moldado pra satisfazer nossas necessidades mais prementes, e infelizmente estudo não é uma delas. O nosso consciente sabe pouquíssima coisa quando comparado a nosso sub e inconsciente. Não há como doutrinar o cérebro a ponto de fazer ele lembrar de tudo que você quer. . ENTÃO PORQUE VOCÊ CONTINUA INSISTINDO EM QUERER APRENDER TUDO? Entenda como funciona a cobrança daquela matéria e o aprendizado superficial dela. Saiba as leis que são cobradas e os principais artigos. APENAS SAIBA. Não precisa memorizar ou decorar tudo. Isso vai vir com o tempo. Porém se você se preocupar com a forma de aprender tudo, não vai ser muito legal, porque estudos já comprovaram que nosso rendimento e foco são muito maiores quando nos desligamos da forma e focamos no RESULTADO. É como imaginar um corredor correndo uma prova de 100m e ele pensar como pode melhorar a rapidez de suas pernas durante a corrida.Fatalmente ele vai perder (como já aconteceu). Desenvolva seu estudo naturalmente. Se preocupe inicialmente com o contexto de tudo. Tenha paciência que ele vai dar frutos!

Como otimizar o estudo de Informática para concursos públicos?

Informática é uma disciplina que está presente em grande parte das provas de concursos públicos. Apesar disso, muitas vezes ela é deixada de lado pelos concurseiros, que acreditam que não é necessário estudá-la já que “sabem mexer no computador”. Isso acaba tirando da disputa muitos candidatos que não deram a devida importância a ela. De fato, algumas bancas têm “perdido a noção” no conteúdo das questões dessa matéria. Recentemente, tiveram provas pedindo noções de programação, banco de dados, análise de dados… ou seja, algo bem avançado ao que estamos acostumados na utilização do computador. A nossa sorte é que esses temas mais complexos ainda não representam muitas questões na prova. Por isso, antes de estudá-los, é necessário dominar os temas mais queridinhos das bancas. A partir de levantamento feito com as últimas provas da FCC, FGV e CESPE, foi possível identificar os temas mais presentes nas provas. Vamos aos três tópicos mais cobrados: 1º) Suítes de Escritório (Microsoft Office / BrOffice / LibreOffice) 2º) Sistemas Operacionais (Windows / Linux) 3º) Internet Portanto, o candidato deve priorizar o estudo desses assuntos antes de estudar os demais. Logicamente, é necessário verificar se o edital cobra tais temas, pois, por exemplo, pode ser cobrado apenas o Microsoft Office e o Windows e não estar previsto o LibreOffice e o Linux. Assim, é necessário analisar o edital de interesse e verificar quais temas a serem estudados e qual a prioridade de cada um deles. Uma outra dica valiosa para Informática é praticar o que foi estudado no computador. Isso facilitará o aprendizado, já que a tendência é você fixar a teoria ao aplicá-la na prática. Dessa forma, sugiro que, ao terminar determinado assunto, procure testar o que foi aprendido no computador. Com certeza, você notará uma evolução no aproveitamento das questões. Espero ter te ajudado. Um abraço e contem conosco para o que for necessário, Marcelo Vasconcelos Consultor ADN Concursos

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