O tempo tá quebrado? Resolva questões

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Leia até o final para entender melhor. Não foram poucas as vezes em que me vi naquela situação que todos nós passamos: tempo livre, mas sem as circunstâncias ideais pra se estudar. Uma das soluções é escutar algo, seja uma aula ou uma leis/informativos em áudio, como já falei. Mas e quando a gente está tranquilo, mas não esta no nosso ambiente de estudo? No trabalho, por exemplo, eu trabalhava no atendimento ao público. Tinha dias que passava o dia em pé (quando tinha publicação no prazo). Outros dias eram mais tranquilos, porém precisava estar ali disponível. O que fazia? Ficava RESOLVENDO QUESTÕES. Ué, Adalberto? Mas o que isso tem de novidade? Um pensamento que talvez ainda não tenha te ocorrido. Quando você lê qualquer tipo de material, seja a lei, ou a doutrina, se algo ou alguém te interrompe (o atendimento ao público, por exemplo), você perde o fio da meada daquele raciocínio, e, depois, pra voltar, exige bem mais concentração. Normalmente se regride muito. Às vezes, antes de voltar, você é interrompido de novo rsrs. E aí a produtividade nessas horas fica muito baixa. Porém, se você for fazer questões, a cada questão passada, o raciocínio já fica consolidado e você avança. Se alguém lhe interrompe, você dá a atenção, mas quando voltar, voltará para aquela questão, e assim não regredirá nas demais questões que já fez. Entende? Obviamente, para fazer isso, você precisa entender que a resolução de questões é um meio de se aumentar conhecimento como qualquer outro, então você não pode resolver as questões apenas quando estuda determinado material. Faça um teste. Baixe um aplicativo no celular (Qconcursos ou Studos, por exemplo) e resolva questões de forma aleatória. Sempre tenha em mente que o importante ali não é acertar a questão, e sim o aprendizado que aquela resolução lhe trará, tanto pra consolidar temas já estudados, como para entender como determinado tema ainda não estudado é cobrado na prova. Assim, quando você chegar em casa, poderá dar como cumprido o seu horário de questões, e direcionar mais tempo pra leitura da lei e doutrina, agora em seu habitat de estudos 🙂

Cuidado ao “sacrificar” seu tempo em prol do estudo

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Se você, que tem pouco tempo, criar uma rotina de estudo em que utiliza todo o tempo livre disponível para estudar, fatalmente, quando chegar mais perto da sua prova, você vai fadigar. Exemplo: Deixa de fazer atividade física ou de passar um tempo com seu filho para estudar. Na nossa cabeça, isso é válido, seria um “sacrifício” em prol de um bem maior, a aprovação. Ocorre que, ao fazer isso, você vai fadigar seu cérebro, que está sem qualquer descanso durante o dia inteiro (trabalho, faculdade, estudo, etc). Como já falei aqui algumas vezes, a atenção é um músculo que também precisa de descanso. Então, se você tem apenas 3h livres por dia, tente praticar atividade física ao menos 2 vezes por semana. Os hormônios liberados irão te ajudar a consolidar o que foi estudado, acredite! No fim de semana, é aconselhável que você estude mais, pra compensar, mas nada anormal! Reserve um dia pra descanso. Sendo que isso é seu estudo regular. Quando chegar perto da prova, esses períodos de descanso da mente podem ser convertidos em estudo. Como vai ser pouco tempo, você não vai fadigar, e, além disso, tudo que você estudar durante esse período vai tá mais fresco na sua memória, consequentemente você não vai cair na curva do esquecimento. Eu cansei de pedir 10 dias de férias em vésperas de prova, pra fazer isso que to dizendo a vocês e dava certo. Se você fizer o contrário, estudar com todo afinco no começo, não só vai fadigar, como a curva do esquecimento vai bater em tudo que você leu com tanto afinco no começo, e terá valido pouca coisa. O estudo deve ser progressivo!

Você prefere o fácil ou o certo?

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Pessoal, antes de começar postagens sobre mentalidade vencedora, vamos estabelecer algumas premissas aqui. Eu não sou coach, nunca fiz qualquer curso na área, e não tenho a mínima pretensão de estar certo. Apenas oriento o estudo de concurseiros há mais de 3 anos e, junto com minha experiência, vou tentar passar algumas ideias pra vocês. Alguns pontos são delicados e, de antemão, peço perdão se se sentirem ofendidos. Vamos lá! Vocês já viram o filme Perfume de Mulher? Ao final, em um dos melhores discursos da história do cinema, o personagem de Al Pacino diz que sempre se deparou com encruzilhadas em seu caminho, e sabia qual era o caminho certo e qual era o fácil. E o que ele fazia? Escolhia o fácil, porque o certo era muito DIFÍCIL. E é assim em tudo na nossa vida. Você prefere aquele parceiro (a) que te coloca num pedestal aplaudindo tudo que você faz, seja o que for, ou aquele preocupado com você que aponta erros, mas só pra o casal crescer junto (sem exageros, claro)? Você prefere o estudo todo mastigadinho pra você só fazer o mínimo e se confortar com aquele dever/meta cumprida ou quer dar a cara à tapa pra executar um método que seja útil pra você, mas não tão confortável? Você prefere a prova fácil que faz se sentir bem ou a difícil? Se você prefere as primeiras respostas, provavelmente tens um mindset (mentalidade) fixo. Se você optou pelas segundas alternativas, tens um mindset de crescimento. Às vezes eles se misturam a depender do campo da sua vida. As vitórias virão com muito mais facilidade e naturalidade se você tiver um mindset de crescimento. Nossa vida é um eterno aprendizado. O ser humano está em constante evolução. Não fique na mediocridade!

Saco de ossos e concursos públicos

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Antigamente, no treinamento de monges, a eles eram mostradas imagens escatológicas relacionadas a seres humanos. Fezes, excreções, órgãos, cadáveres, etc, serviam como exemplo para o monge entender que o corpo humano é apenas um saco de ossos, e assim não sucumbir às tentações da carne. Assim, no futuro, quando vissem uma mulher, não teriam como olhar sexualmente para ela, pois pensariam que ela era apenas mais um saco de ossos. Ele havia sido treinado a pensar daquela forma. Ele conseguia controlar sua maneira de pensar. Conseguia determinar o pensamento que teria em certas situações. Isso se chama metacognição (pensar sobre pensar) e tem relação direta com autoconsciência. Como podemos utilizar isso nos estudos? Você tem que se conhecer muito bem pra saber se está aprendendo ou não. Quanto mais você se conheça, mais direcionado será seu estudo pra chegar em determinado objetivo. Agora cuidado! Nossa mente costuma nos pregar muitas peças. A grande maioria das pessoas tem um senso de auto-análise muito raso. Se você acha que se conhece muito bem, provavelmente não se conhece, conforme pesquisas já demonstraram (os motoristas que se achavam melhores se envolviam em bem mais acidentes que aqueles que não se sentiam tão aptos, p ex). Dessa maneira, precisamos ou que outras pessoas nos ajudem, ou de regras objetivas pra sabermos se estamos avançando ou não. No primeiro caso, um amigo próximo ou um orientador nos estudos. No segundo, simulados e provas. Não há métodos perfeitos de estudo, mas você pode descobrir se o seu está errado. SEMPRE SE ANALISE. Valeu!

Tempo não se tem; tempo se faz

relógio

Bem, durante essa sequência de postagens tentarei passar dicas práticas de como se fazer mais tempo, afinal o tempo de todos é o mesmo, nós só temos diferentes prioridades. Acontece que há prioridades que não podem ser descartadas, como trabalho (há maneiras de se estudar, mas é delicado), família, academia, lazer, alimentação, enfim, necessidades básicas. Na verdade, há quem só considere o trabalho como prioridade, relegando os outros a posições secundárias em prol do estudo, o que é um grande erro, pois fatalmente a fadiga e problemas psicológicos baterão à porta. O tempo que tentaremos recuperar aqui é aquele das atividades que não demandam nosso intelecto, ou seja, improdutivas para o estudo. Antes de falar deles, aprenda uma coisa: nunca haverá uma situação perfeita para se estudar. Nunca. Por mais que as circunstâncias externas contribuam, o seu cérebro sempre pode sabotar. Então, não perca tempo pra achar algo ideal, este tempo já é muito precioso. O feito é melhor que o perfeito. Dito isso, vamos lá. Meios de transporte (ônibus, metrô, carro), academia, banheiro (banho ou outras necessidades), etc, são ótimos para se ganhar tempo. Pode parecer engraçado, mas é sério. O tempo ganho nesses locais pode ser diferencial, para quem tem o tempo muito restrito. Durante toda a minha vida de concurseiro, eu usei essas táticas intensamente. Na época que estudava pro MPU, tinha apenas 3h bloqueadas pra estudo, e passava 2 horas do meu dia num ônibus e em pé. O que eu fiz? Gravei algumas leis em áudio e poucas aulas, e coloquei no meu MP3. Ia a viagem inteira escutando. Pode ter certeza que entrava alguma coisa, por mais que não fosse um estudo primoroso (depois de levar um pisão no pé, por exemplo). Quando era oficial de justiça e estava estudando pro MPF, gravei várias aulas de cursinho em áudio (deu um trabalho), mas passava em torno de 10h por semana dentro do meu carro, que seriam totalmente improdutivas não fosse aquelas aulas (aconselho matérias que você não sabe nada, pois sempre entra alguma coisa). Na academia, enquanto uma galera “socializava”, eu ficava na bicicleta marcando certo e errado num aplicativo de informativos.   Quando iniciei os estudos, por trás do box do meu banheiro, tinha mnemônicos de administrativo e constitucional, sugestão do grande @williamdouglas, na sua obra que em muito me ajudou “Como Passar em Provas e Concursos”. Ainda hoje, uso técnicas semelhantes, como colocar um livro digital no tablet e ir escutando ele durante a viagem para o interior onde trabalho (8h por semana). Eu fiz e faço escolhas que não são tão difíceis pra estudar. Não precisa sacrificar amigos e família. Dá pra fazer isso na sua realidade também, basta querer!

Foco – A força de vontade e o “teste do marshmallow”

mãos segurando marshmallows

Na minha humilde opinião, achei este o melhor texto da série até aqui, e que mais da pra por em prática. Pois bem. Na década de 70, o psicólogo Walter Mischel fez um pequeno teste com crianças. Dentro de um local sem qualquer outra diversão, mostrou-lhes uma bandeja de Marshmallow e disse que podiam pegar um, caso quisessem, porém, se esperassem ele resolver um pequeno problema, quando voltasse, teriam direito a 2 marshmallow. O objetivo era testar a força de vontade das crianças e relacionar com outros aspectos de sua vida no futuro. Tamanho autocontrole era um feito e tanto sob condições tão ruins para uma criança de 4 anos. Haviam sido eliminadas da sala quaisquer distrações: nada de brinquedos, livros ou mesmo quadros nas paredes. Cerca de um terço das crianças pegava o marshmallow imediatamente, enquanto outro terço ou mais esperava por intermináveis 15 minutos até ser recompensado com dois marshmallows (o outro terço se situou em algum ponto entre um grupo e outro).A forma como nos focamos é a chave da força de vontade. As crianças que esperaram durante todos os 15 minutos o fizeram se distraindo com artimanhas como jogos de faz de conta, cantando ou cobrindo os olhos. Se uma criança simplesmente ficava olhando fixamente para o marshmallow, ela dançava (ou, mais precisamente, o marshmallow dançava).    Podemos relacionar tal experiência a concursos ou testes. Pelo menos três subtipos de atenção estão em jogo quando confrontamos o autodomínio com a gratificação instantânea. O primeiro é a capacidade de voluntariamente desligar nosso próprio foco de um objeto do desejo que prende poderosamente nossa atenção (celular, TV, etc). O segundo, resistir à distração, nos permite manter nosso foco em outro lugar (estudo, questões, simulados) , em vez de gravitar ao redor do suculento objeto. E o terceiro permite que mantenhamos nossa meta no futuro (aprovação, posse, viagens), como os dois marshmallows mais tarde.    Ahh…E qual foi o resultado visto quase 20 anos depois? Aquelas crianças que tiveram força de vontade e autocontrole, quase em sua totalidade, estavam bem sucedidas na saúde, pessoal e profissionalmente, ao passo que os demais acabaram tendo algum tipo de problema. Disso se deduziu que o nível de autocontrole de uma criança é um indicador de seu sucesso financeiro e de sua saúde na idade adulta tão forte quanto a classe social, a riqueza da família de origem ou o QI. Ou seja, dá pra mudar nosso destino. É ciência. Um abraço!

Foco – O que é penalidade por alternância cognitiva?

pessoa focada

Depois de falar da Mente Divagante, agora é hora do seu quase oposto, a Multitarefa. Veja se esta situação não lhe é familiar: você está estudando, aí vai pesquisar algo no Google sobre, sei lá, Teoria dos Motivos Determinantes. Daí clica na primeira pesquisa que aparece e aí a página abre. Daí você começa a ler, sendo que aí surge um banner dizendo que os livros da JusPodivm tão com uma promoção de 60% aí você pensa: “Nossa, tenho que aproveitar”. Clica lá, e depois aparecem alguns combos. Quando você finaliza a compra, recebe uma notificação no celular da sua mãe lembrando que tem que trazer pão quando voltar pra casa. Você vai responder e sua melhor amiga vê que você tá online e fala com você. Depois de uns quinze minutos, você volta a atenção pros estudos e aí dá continuidade (após um leve “onde é que eu tava mesmo?”). É a famosa multitarefa, que muita gente acha produtivo. Ocorre que, neurologicamente, é impossível para o cérebro realizar multitarefas. Quando você faz mais de uma coisa ao mesmo tempo, sua atenção fica indo de um lado pro outro e isso não é produtivo. A cada vez que sua atenção passa de uma coisa pra outra, seu cérebro tem que “carregar” o contexto daquela situação (livro, google, compras, Whatsapp, pão, etc.). É a chamada “Penalidade por Alternância Cognitiva”, descrita por Josh Kaufman, no livro Manual do CEO. Isso fará com que seu cérebro gaste muito tempo e energia para alternar a memória operacional, e assim carregar e recarregar contextos. Por isso que é possível passar horas envolvido na multitarefa, ficar exausto e não realizar nada, pois você queima toda sua energia alternando contextos ao invés de progredir. Quanto menos você alterna, menos energia você gasta e mais você avança. A solução para isso é agrupar tarefas similares. Escolha determinadas horas do dia para estudar e só estude. Outros momentos (não horas) pra ficar no Whatsapp e no Instagram, e fique só lá. Lembre-se que, ao ficar com as notificações ativadas, e verificar as mensagens quando chegam, você passa a agir de acordo com o tempo da pessoa da mensagem e não do seu, sem contar na perda de concentração. Por mais livre que seja seu dia, se você alternar muitos contextos, vai ficar cansado e não produzir nada. Daí podemos tirar aquela galera que passa o dia inteiro estudando há muito tempo e não passou, ao passo que aquele que trabalha e estuda, começou a estudar e passou. Uma das razões com certeza é isso. Fica a dica! Um abraço!

Foco – Mente divagadora e foco

Foco

“Não é a conversa das pessoas ao nosso redor que têm mais poder de nos distrair, mas a conversa da nossa própria mente”. Este é um trecho em que o autor do livro fala das mentes divagadoras. Ao contrário do que muitos acham, há vários aspectos positivos na divagação da mente, tais como: geração de cenários pro futuro, autorreflexão, incubação de ideias criativas, ponderação do que se está aprendendo, organização das lembranças, etc. A maioria dos insights criativos se dá quando a mente está in off (quem não lembra do “eureka”). Com relação ao foco, principal objetivo aqui, quando você está muito focado, bloqueia sua mente pra ideias criativas.  O modelo clássico dos estágios da criatividade é: foco orientado, quando se busca e mergulha em qualquer tipo de dado; atenção seletiva, quando há desafios criativos; e a consciência aberta, que é a livre associação para encontrar uma solução. Falando de estudos, muita gente tem um foco orientado, mas muitas vezes não desenvolve a atenção seletiva e a consciência aberta, o que faz com que não preste atenção no essencial nem deduza pensamentos que lhe servirão para matar algumas questões, por exemplo.  Nossa mente tem infinitas ideias, lembranças e associações potenciais esperando pra serem feitas, mas a probabilidade de a ideia certa se ligar com a lembrança correta dentro do contexto adequado, e tudo isso ser capturado pelo holofote da atenção, é bastante pequena quando estamos hiperfocados ou sobrecarregados demais, daí a importância do repouso. A divagação da mente tende a nos centrar em nosso eu e nossas preocupações (coisas pra fazer, coisas que deveria ou não ter dito, raiva de alguém, etc). Situações que não exigem constante foco em tarefas , especialmente as chatas ou de rotina, liberam a mente pra divagar, e dificilmente percebemos o instante em que ela se lança pra outra órbita. Diante da enorme gama de informações a que estamos submetidos, precisamos selecionar um foco, inibindo os demais. A mente precisa separar o que é importante do que é irrelevante, demandando assim esforço cognitivo. Ocorre que ao focar muito, você acaba pressionando o “músculo da atenção “, que, como qualquer outro, cansa. O antídoto é descansar. Mas como descansar um músculo mental? Esteja certo que descansar navegando na internet ou mexendo celular não se aplica ao caso. Normalmente se recomenda ambientes tranquilos, na natureza. Como as vezes não dá, a recomendação dos cientistas é curiosa: foco total em alguma coisa relaxante. Para fazer isso, deve se buscar uma experiência imersiva, em que a atenção passa ser total, mas largamente passiva. E o que seria isso? A primeira recomendação é sexo haha. Isso aí. A segunda seria um bom filme. Pois bem, é científico. Aprendam a se dar descansos pra assim manterem o foco apurado. Um abraço!

O que são sequestros emocionais?

mulher focada no computador

A palavra foco é um dos vocábulos do momento. Para todo canto que você olhe, vê mensagens como: “somente as pessoas focadas vencem”, “tem que focar, se não for focado, nunca vai sair do lugar”. Sim, o foco tem relação próxima com a vitória, mas e aí, como ter e, principalmente, como manter o foco? Vou tentar não ficar no óbvio que a maioria das pessoas mencionam, como desativar notificações do celular ou andar pela natureza. São válidas, mas tentemos fugir ao trivial. Daniel Goleman, um dos maiores estudiosos do assunto, dá varias pistas em seu livro “Foco” e uma das que achei mais interessantes pra explicar como nosso cérebro funciona é a dos sequestros emocionais. Tal termo é associado às escolhas subconscientes da nossa mente para a atenção. Por exemplo, qual a primeira coisa que você olha quando entra num escritório? Depende. Se você estiver com problemas financeiros, olha pro talão de cheques em cima da mesa. Se tiver medo de aranha, olha pra aquela pequena teia na parede. Se você tiver apressado pra sair dali, olha pro relógio. Nós não definimos isso. É nosso subconsciente. Isso decorre de uma evolução de milhares de anos, desde os tempos em que andávamos em grupos de caça. Nosso cérebro, por exemplo, presta atenção em aranhas, cobras, de forma quase automática, assim como não consegue ignorar expressões de raiva (perigo), a menos que, TREINEMOS. Por isso que gritar pra atendentes de telemarketing, se ele tiver sido bem treinado, de nada vai adiantar. Agora que você aprendeu o que é sequestro emocional, como podemos usar ele a nosso favor nos estudos? Treine seu cérebro a prestar atenção no que realmente importa. Para alguns, que adoram livrões, isso é um pouco difícil, porque a quantidade de informações é enorme. A chance de deixar se escapar algo importante (pra provas) é grande. Porém, se você errou uma questão numa prova e na semana seguinte aquele conhecimento está no livro, a sua atenção é instantânea, por mais que seja uma nota de rodapé. Então se detenha no que realmente importa. LSA ou Crimes contra a Adm Pública? Acho que é óbvio né. Como sabemos disso? Já falei bastante aqui. Questões e provas anteriores. Valeu

Estudar da maneira que gosta

mãos masculinas escrevendo em caderno

Vou falar uma coisa que pouca gente gosta de ouvir: o estudo de concurso não tem que ser legal, tem que ser o necessário para você passar. Quando isso entrar na sua mente, você vai começar a pensar um pouco fora da caixa. Se você estudar do jeito adequado e gostar, ótimo. Mas tem algumas maneiras que dificilmente vão te levar a algum lugar. Exemplos temos aos montes: “detesto lei seca, vou ler informativos; a aula do professor fulano é tão boa, aprendo tudo, nem preciso fazer questões; caraca, adoro aquela Bíblia do Gilmar Mendes, altas teorias mirabolantes, me perco lendo aquilo ali.” Se você já teve esses pensamentos, cuidado. Não é que vá dar errado, mas há uma grande chance. E não sou eu que estou dizendo. Faça uma prova ou um simulado, e, de maneira sincera consigo mesmo, veja como está seu nível após esses tipos de pensamento. Tem gente que me procura e diz que zerou os informativos do dizer o direito, mas quando pergunto se ela alguma vez leu o CPC de cabo a rabo, ela responde negativamente. Não adianta. Lei seca despenca em prova, em todo tipo de prova. Você tem que fazer alguns sacrifícios. No pain no gain. Não precisa ser o pior dos mundos, mas o essencial você precisa fazer. Lei seca e questões são essenciais em qualquer concurso. Qualquer um. Se não gosta, procure meios de ir aos poucos se acostumando. Há novos materiais de lei seca com letras maiores e mais manuseáveis, pra tirar um pouco daquela frieza do Vade Mecum. Busque alternativas pra fugir ao comum. Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier. Pense nisso!

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