Estudar apenas as matérias que gosta

Mais uma vez, parece óbvio, mas porque tanta gente insiste nisso? “Ah, empresarial é muito chatoooo.. vou estudar penal que é mais legal e caem mais questões”. “Nossa, detesto tributário. Vou compensar estudando constitucional, que é nada.” “Ahhh, desisto! Nunca vou aprender raciocínio lógico. Meu português é bom, vai dar certo”. Aposto com qualquer um que já se escutaram ou ouviram alguém falando isso. Porque é zona de conforto? Simplesmente porque você não quer justificar pra si mesmo uma atitude que lá no fundo você sabe que está equivocado. Não quer se frustrar ao sentir que não está entendendo nada. Ou não quer dar a cara à tapa pra insistir até entender. E o que vai acontecer? É algo que já falei nos mandamentos. É muito mais fácil estudar pra acertar questão fácil que questão difícil. Como você está fazendo uma análise subjetiva (o que é difícil pra você e não pra todos), não se apercebe que vai acabar errando questões consideradas fáceis das matérias que considera difíceis, justamente por não tê-las estudado. “Mas Adalberto, pelo menos vou acertar mais questões difíceis da matéria que sou bom”. Negativo. Existem inúmeros motivos pra se errar uma questão, e a falta de conhecimento é só uma delas. Pode ser desatenção, pode ser que você saiba muito sobre algo que é simples e complique, ou pode ser que a questão simplesmente esteja mal elaborada (como acontece hein). Tudo isso pode fazer você errar uma questão. Mas não vai ser a questão difícil que fará a diferença na aprovação, pois muita gente também erra. A fácil que fará, pois a maioria deve acertar, como também já falei nos mandamentos. Dai você acaba ficando pra trás. Além disso, em termos de quantidade de matéria estudada, estudar pra acertar uma questão fácil é bem menos tormentoso do que estudar pra acertar uma questão difícil. Você gasta bem mais tempo pra estudar algo aprofundado, com suas mil teorias, do que algo mais básico. Só pensar em ambiental , que sabendo apenas 3 leis relativamente curtas, você faz mais de 70% da prova. Porque então estudar um curso de direito civil? O tempo será muito maior e o ganho bem menor. Seja pragmático. Pense nisso!
O estudo para provas subjetivas é diferente do estudo para provas objetivas

Você já ouviu aquele ditado “não ponha a carroça na frente dos bois”? Pois é. Isso resumiria bem o que consta nesse mandamento. Da mesma forma que se você colocar a carroça na frente dos bois que a estão puxando, fatalmente ela vai se desgovernar, se você começar a estudar pra uma prova subjetiva antes de lidar com a prova objetiva, você não irá bem. Mas por que, Adalberto? O conhecimento não é o mesmo? Sim, o conhecimento é o mesmo, mas a forma de cobrá-lo é diferente. Na prova objetiva, o conhecimento está na sua frente, basta você dizer se aquilo está certo ou errado. Na prova subjetiva, o examinador te pede conhecimento. Você tem que elaborar e demonstrar, então precisa estar mais a par da situação e ter um conhecimento mais aprofundado. Outra maneira de encarar é que na objetiva você só precisa saber um pouco de muitos assuntos, enquanto na subjetiva você precisa saber muito de poucos assuntos. Gosto muito desse trocadilho haha ele explica bem. Vocês não têm noção do tanto de gente que vem buscar orientação comigo perguntando: mas esse estudo é específico pra objetiva, e as subjetivas, não é bom se preocupar com elas? E a oral? ()? Sim, pessoas em início de preparação já estavam preocupadas com a prova oral. E aqui vai outro ditado. “Cada dia com sua agonia”. Não nos exasperemos. O estudo pra prova objetiva é um estudo mais enxuto, muita letra de lei, resumos e resolução de questões, ao passo que o estudo pra subjetiva contém leituras mais aprofundadas, e não precisa tanto da lei seca, já que se tem acesso ao Vade Mecum na maioria das provas. Porém tal estudo só deve ser feito quando construímos aquela famosa “base”, que vai nos fazer passar na objetiva e assim alcançar a subjetiva. Enquanto essa base não estiver sólida, não adianta estudar pra subjetiva, porque você não vai passar na primeira fase. Mas e quando a primeira e a segunda fases forem no mesmo fim de semana? A lógica continua valendo. Aqui os simulados vão ser muito importantes para você verificar se está perto. Se não estiver, foco só na objetiva! As vezes temos que fazer escolhas trágicas. Não fique em cima do muro! Um abraço!
Você só precisa de UMA vaga

Se tem algo que eu absolutamente NUNCA dei importância na minha vida de concursos foi abrir qualquer arquivo relativo à concorrência daquele concurso que eu ia fazer, ou ler uma notícia sobre o assunto. Não porque eu tivesse medo do que eu ia ver, mas porque aquilo não me serviria de nada, rigorosamente NADA, na minha preparação. Olhar ou ficar atento à concorrência nunca vai te trazer coisas boas. Só ruins. E se algo não nos traz coisas boas, é tolo ficar atento e gastando energias com isso. Mesmo que a “concorrência” seja considerada baixa, você vai estar se trazendo uma pressão desnecessária por ter que passar naquele concurso de concorrência baixa. Se ela estiver alta, aí sim que a pressão amedronta mais ainda. Mas pare pra pensar. Números pouco significam no mundo gigante dos concursos. Daquela concorrência, mais de 90% não está nas mesmas condições de você para competir. Uns 20% (média) desses 90% sequer vão fazer a prova por variados motivos. Desses quase 10% que você efetivamente vai concorrer, você tem que se diferenciar. No conhecimento, às vezes não dá. Realmente, tem alguns que estão melhores que você. E aí, o que eu faço? Se diferencie na mentalidade! Pense que você só precisa de UMA vaga. Que você estudou para aquilo. Que vai cair o que você estudou, porque você está estudando de modo focado e direcionado. Que sua preparação, se não foi perfeita, foi o máximo que você conseguiu. Você fez sua parte. Dos 4 cargos em que tomei posse, 2 deles, os de técnico do MPU e oficial de justiça federal, só tinha UMA vaga disponível no edital para o concurso. Tenho certeza que isso desesperou muitos concorrentes, mas não a mim, que sabia do meu potencial. Resultado, em um passei em terceiro, mas fui o primeiro a ser chamado, no outro passei em 11º, mas acabaram chamando 46 pessoas (mesmo com apenas uma vaga no edital). Por essas e outras que não é preciso diminuir o outro pra conseguir o que a gente quer, como vi outro dia num post do amigo @eduardorgoncalves . É incrível a quantidade de pessoas “espírito de porco” que temos no mundo dos concursos. Não caia nessa! É possível conseguir as coisas juntos, desde que você se junte a quem quer o seu bem! Grande abraço!
É caminhando que se faz o caminho

“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”, já dizia o poeta espanhol Antônio Machado, e dita por aquele que me chamou a atenção para a linda frase (que virou até música dos Titãs), o Vice-Procurador Geral da República, meu conterrâneo paraibano, Luciano Mariz Maia, durante o curso de vitaliciamento para Procurador da República. Essa é uma grande verdade, que pode ser aplicada a todos os campos da nossa vida, e com os estudos não é diferente. Muita gente fica adiando os estudos, ou adiando um sonho (como é o concurso muitas vezes), por não saber o caminho a seguir, ou com medo das pedras que encontrará, pois elas podem levar a uma queda, e a queda gera dor, e a dor nos faz sofrer. Mas a dor também nos faz mais fortes, e mais resistentes. Um outro ditado que é aplicável à situação é: “O feito é melhor que o perfeito”. Nunca, eu repito, NUNCA, existirão condições perfeitas para o seu estudo. No começo você não vai saber como estudar, depois não vai saber que material usar, depois não vai ter tempo pra estudar, depois não vai ter saco pra estudar, depois vai ficar doente, brigar com o(a) namorado(a), etc. Sempre vai haver algo a se queixar. Mas é até interessante que haja. Imagina se as tais circunstâncias perfeitas finalmente fossem obtidas e você se desse mal na prova? Você iria ao chão. Sua motivação se quebraria. Então, voltando ao início, você precisa caminhar. Mesmo que caia, mesmo que pegue o caminho errado às vezes, mesmo que regresse, afinal podemos errar. O importante é não desistir. Fique tranquilo que você nunca voltará ao início da estrada, porque estudo não se perde, mas, mesmo cheio de dúvidas, mesmo sem saber pra onde ir, você precisa começar! No caminho, haverão aqueles que lhe darão a mão, aqueles que até te carregarão nos braços, mas também, como em tudo na vida, terão aqueles que vão te dizer pra desistir, que aquilo não é pra você, vão te falar o caminho errado, vão colocar o pé pra você tropeçar… Saiba enxergar quem é quem e o final feliz daquele caminho virá mais cedo que você imagina!
Creia em Deus. Confie em você

Deixado como último mandamento pra que você não esqueça, pois é o mais importante. Isso não é meramente motivacional. Independentemente de sua religião, a espiritualidade é algo que você deve trazer consigo em qualquer aspecto da sua vida. Pelo menos pra mim, é impossível conceber grandes vitórias sem fé num poder maior, que nos ajuda a conduzir nossas vidas. Perdi a conta do número de situações em que pedia a Ele força pra continuar, mesmo que todo o resto indicasse que eu deveria desistir. Grande exemplo foi o período entre a primeira e a segunda fase do MPF, em que dependia de uma liminar que só foi sair DOIS dias antes da segunda fase (detalhe que eu fui o único candidato do Ceará a fazer, então nem o próprio local de prova estava preparado adequadamente quando fui fazer a 2 fase). @hayssamedeiros estava junto nessa agonia, e graças a Deus deu certo pra todos nós. Nesse período, o que me deu forças foi a minha fé. Podia citar outras situações, mas aí só parava de escrever amanhã haha. A outra parte do mandamento é Confie em Você. Não adianta nada ler tudo aquilo que eu ou outros aprovados falam se você é inseguro e indeciso a que rumo tomar. É natural errarmos ao longo da trajetória, mas confiar em si mesmo já é meio caminho andado pra alcançar a vitória. Com certeza você já viu pessoas menos estudiosas passando em concursos enquanto outros que sabem muito, ficando pelo meio do caminho. “O medo de perder tira a vontade de ganhar”, se aplica a tudo na nossa vida. Pelo menos no mundo dos concursos, ao contrário de outras áreas, você só depende de você mesmo! Sempre quando procurar uma desculpa pra justificar algum fracasso, lembre-se disso. Arrisco dizer que hoje os concurseiros sofrem mais com falta de preparo psicológico que falta de estudo. Pense nisso! Espero que tenham gostado dos mandamentos. Deem dicas pros próximos posts! Um grande abraço!
Zonas de Conforto: Indecisão quanto ao concurso

Com certeza está entre as TOP 3 das dúvidas dos concurseiros: “posso estudar pra três concursos ao mesmo tempo? Da pra fazer magistratura e procuradoria? Da pra estudar pra técnico e analista?” Poderia citar outras dezenas de dúvidas de alunos do tipo. Mas, Adalberto, não entendi. Essa é uma dúvida super comum. Por que isso é uma zona de conforto? Porque a INDECISÃO é o maior argumento para justificar fracassos. Não somente indecisão em relação ao concurso, mas em qualquer aspecto da sua vida. É zona de conforto porque, ao não se dar bem num concurso, entre vários outros fatores externos (quase nenhum interno, curiosamente), você vai pensar: “ah, mas não estudei direito pra ele. Se estudasse a história seria diferente.” “Se eu tivesse focado num só desde o começo, já teria sido aprovado.” Quem já pensou assim levanta a mão 🏻! Foco foco focoo . Quantas vezes você já não pensou que precisa disso? E porque poucos tem? Porque é MUITO DIFÍCIL. Eu mesmo as vezes me pego fazendo 10 coisas ao mesmo tempo. Mas na época em que estudava, conseguia ter. É uma questão de hábito e saber o que quer, principalmente. No livro FOCO, de Daniel Goleman, ele menciona: riqueza de informação gera pobreza de atenção. Tradução pra Concursos: riqueza de concursos leva a pobreza no direcionamento do estudo. Tudo bem, Adalberto. Entendi. E aí, como escapar? Tem 3 fatores que você deve levar em consideração. Um, naturalmente, é a proximidade entre os concursos. MP e magistratura por exemplo (estadual, pois o federal eh bem diferente). O segundo é análise de edital pra estudo em comum – as matérias de const, adm e proc civil são cobradas com ênfase parecida pra juiz e pra Advogado público. Penal e tributário são cobrados pesados só pra um dos dois, então pode ser um pouco diminuído o estudo até sair um edital certo. E, por fim, DECIDIR-SE. Por mais que se aplique as duas dicas anteriores, uma hora você vai ter que se decidir. E quando se decidir, que já é difícil, faça algo mais difícil ainda, MANTENHA SUA DECISÃO. Isso não impede que você faça outros concursos, mas seu estudo tem que ser focado em um!
A reprovação é uma etapa da aprovação

Jura? O problema é que pouca gente pensa assim. No primeiro mandamento, eu falei que era balela a famosa “fila da aprovação”. E realmente é. Mas isso não significa que você não irá ser reprovado. Você irá. A vantagem é que quanto mais rápido isso acontecer, melhor pra você. Mais cedo você saberá direcionar melhor seus estudos para que possa corrigir suas falhas. Depois outras falhas aparecerão e você as continuará corrigindo, aumentando seu nível, até passar. Você acha mesmo que todos essas pessoas que relatam ter mil aprovações nunca foram reprovadas? Que tiraram de letra todos os concursos que fizeram? Sem medo de errar, digo que a quase totalidade das pessoas tiveram mais reprovações que aprovações em concursos. Eu mesmo que tive mais de 10 aprovações devo ter tido umas 15 ou mais reprovações. Isso aí. Eu fiz concursos durante 8 anos. Média de 3 concursos por ano é algo crível. E isso acontece em vários nichos sociais. Qual jogador de futebol se dá bem logo em seu primeiro jogo? Que professor da uma aula fantástica logo no seu primeiro contato com alunos? Você conhece alguém que foi muito bem logo no primeiro concurso mais complexo que fez? Provavelmente não. Mas eu conheço aquele que ficou adiando ao máximo sua “estreia” em concursos e quando finalmente achou que estava preparado, fez e levou uma bomba, ficando sem entender o porquê. Treino é treino e jogo é jogo talvez explique um pouco rsrs. E qual a diferença entre aquele que se dá bem e o que não consegue seus objetivos? A frustração de ambos é até parecida. Porém o que se dá bem utiliza a reprovação como combustível para melhorar, enquanto aquele que se dá mal procura listar todos os problemas que levaram aquilo ali, de forma minuciosa, tentando explicar o porquê daquele resultado negativo para ele mesmo, amigos e família, sem encarar o principal problema: ele mesmo. Enquanto tivermos atitudes vitimistas (isso aliás serve para qualquer aspecto da sua vida), tenderemos a enxergar só o externo e não identificaremos o maior problema, que muitas vezes é a nossa mentalidade. Entenda, nunca haverá condições perfeitas para você fazer uma prova. Nunca. E é até salutar que não haja. Imagina se você faz uma prova nessas condições e não passa. Será uma catástrofe emocional. Sempre vai faltar uma parte da matéria a ser estudada, sempre vai ter aquela gripe ou dor de cabeça de véspera, sempre terá aquela visita familiar, sempre terá algum empecilho a seu estudo “perfeito”. Porém isto não vai ser o culpado por sua reprovação. Tem que aprender a lidar com isso. Portanto, faça provas, se teste, e se não der certo, encare como uma etapa, que será vencida, pois a estrada de concursos é cheia de percalços, e é só aprendendo a se desviar deles que você irá ter sucesso.
É melhor ler 10 vezes um resumo de 80 páginas do que 1 vez um livro de 800

Você lembra o que leu ontem? E há uma semana? Você lembra o que tem no inicio do capítulo do livro que você está lendo? Provavelmente a resposta a essas perguntas vai ser não. Isso acontece porque esquecemos de tudo. Já foi provado cientificamente que nosso cérebro liga o automático pra muita coisa e só se detém no que ele acha importante. Mas é o que ELE acha e não você acha. Por isso que você lembra de algo que leu uma vez há 15 anos e não lembra de algo que leu ontem. E aí? Qual a solução? Sentar e chorar? Haha não. Isso se chama curva do esquecimento e temos que diminuí-la. Pra diminuir precisamos repetir os assuntos (diferente de revisar, mas depois eu explico isso). Pra repetir precisamos de materiais curtos. Você vai gastar a mesma quantidade de tempo. Mas a fixação do que você realmente precisa vai ser bem maior com os resumos. Aprenda. O estudo de concurso tem que ser pragmático. Você não tá aí pra ser um professor daquela matéria, senti-la e saber expor aos outros. Isso é coisa de professor de faculdade. Você tá ali pra acertar a questão e passar. E tem que fazer o que for preciso pra isso. Os livros são bons aliados (servem pra consulta muitas vezes e pra ler alguns capítulos pra provas de segunda fase), mas tem um custo-beneficio de tempo muito ruim. Você demora muito a lê-los, e quando acaba lembra de pouca coisa. Antes fosse garantia você ler tudo e isso ficar na sua memória. Além disso, não é apenas um livro. É no mínimo 10. Você vai esquecer. Portanto, pra diminuir esse esquecimento, opte por materiais mais curtos, e repita. Ressalto que também é possível você ler doutrinas de capa a capa e passar. Mas vai demorar muito mais, e pode ser que você descubra tarde demais, que tava estudando de forma equivocada. Até a próxima!
Como manter o foco nos estudos para concursos?

Para garantir a aprovação naquela vaga dos sonhos não tem jeito, é preciso muita dedicação. Mas se manter concentrado e com foco nos estudos para concursos em meio a uma rotina agitada nem sempre é tarefa fácil. No entanto, se o concurseiro aprender a usar as armadilhas da própria mente a seu favor, ter esse foco durante a preparação para concursos não será problema. Ficou curioso? Então não perca essas dicas! O professor da ADN concursos, Adalberto Delgado, chamou a atenção para o fato de que os concurseiros não devem ficar presos apenas às orientações comumente mencionadas, como desativar as notificações do celular na hora dos estudos. “São válidas, mas tentemos fugir ao trivial”, alertou. Ele destaca um mecanismo do cérebro humano que, quando treinado, pode colaborar para o aumento do foco em qualquer atividade que se queira realizar. Isso se chama sequestros emocionais. O termo refere-se às escolhas subconscientes da nossa mente para o emprego da atenção. Vamos deixar que Adalberto explique melhor: “Qual é a primeira coisa que você olha quando entra num escritório? Depende. Se você estiver com problemas financeiros, olha para o talão de cheques em cima da mesa. Se tiver medo de aranha, olha para aquela pequena teia na parede. Se você tiver apressado pra sair dali, olha para o relógio. Nós não definimos isso. É nosso subconsciente. Nosso cérebro, por exemplo, presta atenção em aranhas, cobras, de forma quase automática, assim como não consegue ignorar expressões de raiva (perigo), a menos que TREINEMOS.” Treinamento por questões é uma estratégia Uma estratégia que auxilia nesse treinamento é o estudo por questões. A dica é reservar um tempo da sua preparação para se dedicar a essa atividade. Lembrando que sempre é válido basear-se em provas de concursos anteriores. Além de resolver questões de provas anteriores ou com foco na banca, existe outra forma de fazer esse treino: com simulados. Que, além de tudo, vão te preparar para o dia da prova. Mas, há quem prefira não resolvê-los. Por que não fazer os simulados é uma zona de conforto? “Treine seu cérebro para prestar atenção no que realmente importa. Se você errou uma questão numa prova e na semana seguinte aquele conhecimento está em um livro, por exemplo, sua atenção é instantânea, por mais que seja uma nota de rodapé.” O que melhorar o foco nos estudos para concursos Nossa mente também tem “armadilhas” que podem ajudar a orientar melhor o foco nos estudos. Este é o caso da mente divagadora. Segundo o professor Adalberto Delgado, a divagação da mente apresenta diversos aspectos positivos, como geração de cenários para o futuro, autorreflexão, incubação de ideias criativas, ponderação do que se está aprendendo, organização das lembranças, entre outros. “A maioria dos insights criativos se dá quando a mente está in off. Com relação ao foco, quando você está muito focado, você bloqueia sua mente para ideias criativas”, destacou. Para você entender melhor, esses são os estágios da criatividade: Foco orientado: quando se busca e mergulha em qualquer tipo de dado; Atenção seletiva: quando há desafios criativos; Consciência aberta: que é a livre associação para encontrar uma solução. “Falando de estudos, muita gente tem um foco orientado, mas muitas vezes não desenvolve a atenção seletiva e a consciência aberta. O que faz com que não preste atenção no essencial nem deduza pensamentos que lhe servirão para matar algumas questões, por exemplo.” Delgado disse, ainda, que ao focar muito, o concurseiro acaba pressionando o “músculo da atenção”, que cansa, como qualquer outro. Para solucionar o problema é simples, basta descansar. “Nossa mente tem infinitas ideias, lembranças e associações potenciais esperando para serem feitas, mas a probabilidade de a ideia certa se ligar com a lembrança correta dentro do contexto adequado, e tudo isso ser capturado pelo holofote da atenção, é bastante pequena quando estamos hiper focados ou sobrecarregados demais.” Por isso é de extrema importância os momentos de pausa entre o estudo, assim como um bom descanso. Mas você deve buscar atividades relaxantes. Ser multitarefa ajuda ou atrapalha? Adalberto Delgado ressalta ainda que a multitarefa, vista como positiva, é neurologicamente impossível. Isso porque sua atenção vai de um lado ao outro e o cérebro tem um tempo para focar nessa outra situação. Esse movimento é chamado de Penalidade por Alternância Cognitiva. “Por isso que é possível passar horas envolvido na multitarefa, ficar exausto e não realizar nada, pois você queima toda sua energia alternando contextos ao invés de progredir. Quanto menos você alterna, menos energia você gasta e mais você avança”, completou Delgado. → Qual a melhor forma de estudar para concursos? → Como organizar horários de estudo? A dica é escolher um horário para estudar e se dedicar só a essa atividade. O mesmo vale para os momentos de lazer. Escolha o tempo em que você ficará navegando pela internet ou interagindo nas redes sociais. Ficar com notificações ativadas e verificando mensagens a todo o tempo vai tirar sua atenção. E, dessa forma, será muito mais difícil manter o foco nos estudos para concursos.
Leitura dinâmica para concursos: como aplicar no estudo?

A quantidade de conteúdos e livros pode desaminar quem deseja uma vaga no serviço público. Mas, você sabia que existem métodos para ler mais em pouco tempo? É a chamada leitura dinâmica para concursos. Essa técnica, na verdade, pode ser aplicada em qualquer estudo que você tenha. No caso dos concursos, quem não quer ler a teoria mais rápido e ter tempo para fazer exercícios e revisões? A leitura é uma habilidade adquirida ainda quando criança e que pode ser melhorada com os passar dos anos. E existem maneiras de aprimorar esse processo natural. É o que apresentaremos ao final deste artigo. O primeiro passo é entendermos como funciona o processo de leitura. Vamos nessa? Como funciona o processo de leitura? O processo de leitura silenciosa feita por adultos, geralmente, leva em torno de 200 a 400 palavras por minuto (PPM). Levando em conta que esse texto é baseado na linguagem que aprendemos naturalmente desde bebês. Em resumo, ler envolve o movimento dos olhos ao processar palavras escritas. E a cognição desse procedimento no cérebro é capaz de atribuir sentido ao texto, ou seja, transformar em significado cada palavra, frase e sentença. Os nossos olhos se movem continuamente ao ler textos. Eles fazem rápidos e curtos movimentos chamados ‘sacadas’, que duram de 20 a 40 milésimos de segundos, mais ou menos. O olhar também realiza rápidos intervalos de pausa, chamados ‘fixação’, que duram alguns milésimos e permitem que você veja mais caracteres. Cuidados ao aplicar a leitura dinâmica Um estudo publicado na Association for Psychological Science (APS) mostra que não há mágica para a leitura dinâmica. A cientista da Universidade da Califórnia, Elizabeth Schotter, uma das autoras do estudo, explica que há décadas existem cursos de leitura acelerada. Pesquisas mostram que leitores mais habilidosos conseguem ler de 200 a 400 palavras por minuto! Mas, você deve ter um cuidado ao aplicar tais técnicas que falam de “eliminar movimentos oculares para ganhar a rapidez”. Segundo a cientista, o problema é que movimentos oculares não respondem por mais de 10% do tempo total gasto. Logo, eliminar o tempo de voltar e reler pode piorar a sua compreensão geral. Mas isso NÃO quer dizer que a leitura dinâmica não funciona. Veja, se você já domina algo do assunto, com a leitura mais rápida você não deixará de assimilar o significado das frases, mesmo combinando as palavras para ir mais rápido. Quando a leitura dinâmica ajuda a compreensão O estudo “So Much to Read, So Little Time: How Do We Read, and Can Speed Reading Help?” (Tanto para ler, tão pouco tempo: como podemos ler e a leitura dinâmica pode ajudar? – em tradução livre) aponta que, apesar desses cuidados, há elementos SIM que pode ser eficientes na sua leitura rápida, desde que sejam adaptados. “Ler mais rápido significa necessariamente não ler o texto todo, o que é essencialmente o skimming“, aponta a pesquisa. O processo de skimming tem como um de seus principais objetivos ter uma ideia geral do que é o conteúdo, extraindo apenas as informações mais importantes. Se esse processo apenas sugere a obtenção da informação em geral, como torná-lo mais efetivo? A pesquisa aponta que isso acontece quando um texto é escaneado pelos subtítulos, estrutura dos parágrafos ou palavras-chave para localização das informações potencialmente mais relevantes, e então ler com mais cuidado as regiões onde essas informações são encontradas. Esse passo a passo é mais efetivo, principalmente, para quem busca um ponto específico no texto. Além disso, para o processo de skimming ser mais efetivo, você deve saber quais partes do texto selecionar para uma leitura mais cuidadosa. Isso vai te ajudar quando o tempo até a prova estiver curto e você precisar realmente aprender melhor alguns conteúdos. Portanto, saber usar a técnica de skimming corretamente vai te ajudar com a grande quantidade de conteúdo a ser lido, mas você deve ter em mente que a leitura pode acabar sendo um pouco superficial. Só que você pode mudar isso com algumas práticas. Por exemplo, focar nos subtítulos e passar mais tempo lendo o começo e final dos parágrafos pode melhorar a sua compreensão do conteúdo enquanto você usa o skimming. Seguir esses passos também ajuda pessoas usando o skimming a encontrar mais facilmente a informação que buscam no texto. Melhorando a forma de estudar com leitura rápida Assim como tocar um instrumento ou andar de bicicleta, a leitura também exige prática. Segundo sugere a pesquisa da APS, “ler é uma prática que ajuda pessoas a identificar palavras e compreender melhor, não apenas ter uma informação visual rápida”. A velocidade com que alguém lê está bastante associada às habilidades de rápido processamento da linguagem. Mais até do que com a capacidade de controlar os movimentos oculares. Por isso treinar a leitura vai ajudar no seu processo de estudo para concursos. Para você se tornar um leitor melhor, você precisa praticar com a linguagem. A prática da leitura vai, inclusive, ajudar com a escrita, já que estruturas textuais e vocabulários na escrita não são comuns na fala. Simplificando, como você pode praticar a sua leitura? – Ler textos variados, para aumentar seu vocabulário e melhorar sua capacidade de entendimento. Assim, ao ler rápido, você conseguirá realmente entender o que aquela palavra significa, por já tê-la visto anteriormente. – Expandir seu conhecimento em alguns assuntos, pois você passará menos tempo para entender palavras que são mais “previsíveis”. Isso você conseguirá lendo textos variados. Não é à toa que para ir bem em provas de Atualidades e na Redação você deve se manter atualizado no noticiário e assuntos em geral, que não necessariamente significam uma disciplina específica do concurso. Que tal aplicar essas técnicas no estudo para concurso? Elas podem ser decisivas para conquistar a vaga dos sonhos. Lembre-se que ler é um hábito. Ao treinar seu cérebro dessa forma, você poderá ler muito mais rápido. Quanto mais você praticar a leitura, melhor ficará nela. Bons estudos! Fonte: https://www.psychologicalscience.org/publications/speed_reading.html
