Como deve ser o estudo para concurso?

Vai fazer um concurso? Então é hora de separar horas para a sua preparação, com muita teoria, prática e leitura de apostilas. Certo? Errado. Pode não parecer, mas a fórmula mágica para a aprovação não existe. Você deve estar se perguntando: como deve ser o estudo para concursos? A dúvida é mais que comum e, para solucioná-la, é preciso tomar alguns passos antes de iniciar a sua preparação. Primeiramente, é preciso definir o seu objetivo. Com o concurso escolhido e a meta definida, é hora de iniciar os estudos. Para isso, você precisa entender que os estudos precisam ser qualitativos e não quantitativos. Ou seja, não adianta estudar 12 horas por dia se o conteúdo não tem qualidade ou se seu aproveitamento deixa de existir após uma certa hora. Se quantidade de horas de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos inúmeros estudantes se preparando há anos, sem nunca ter sido aprovado. Não é mesmo? É claro que é importante separar horas do seu dia para estudar, até mesmo todos os dias, mas isso não será o fator mais determinante para a aprovação. Quanto tempo reservar para os estudos? Acredite, boa parte das pessoas não têm o dia todo para estudar. No entanto, reservar o dia inteiro, sem ter momentos para descanso, também não traz a aprovação. Ao contrário, normalmente essa atitude causa uma pressão desnecessária, além de tornar sua mente incapaz de lembrar até daqueles conteúdos que você tinha aprendido, ou pelo menos que achou. Há estudos que concluem que a partir de determinada hora de estudo, nossa mente tem um rendimento bem menor, necessitando de mais tempo para absorver o conteúdo. Por isso são recomendadas pautas curtas a cada hora de estudo, mais ou menos. Não é um problema reservar parte do dia para atividades físicas, diversão com a família e amigos, e até mesmo para o ócio. Afinal, quantos de vocês já estudaram com a sensação de que “não estavam entendendo nada”? Isso acontece porque há uma diferença enorme entre ler e aprender. Então, antes de iniciar os estudos, reserve um tempo no qual você sinta que está aprendendo e não apenas ouvindo aquela videoaula cansativa ou lendo um conteúdo sem absorver nada. Estude primeiro o seu ritmo, para assim criar uma preparação qualitativa. Resumo x Apostila Agora você já sabe quanto tempo reservar para os estudos, mas e a parte de como estudar? A dúvida é inevitável e aparece em diversos momento durante a preparação. Um deles, por exemplo, é na hora de decidir entre a leitura de resumos ou de apostilas. Para solucionar esta questão, você precisa responder a outras três. São elas: Você lembra o que leu ontem? E há uma semana? Você sabe o que diz o primeiro capítulo do livro que você está lendo? Pois é, provavelmente a resposta é não. E a resposta é simples. Isso ocorre porque é normal esquecermos tudo. Cientificamente, é provado que nosso cérebro tende a ligar o piloto automático, lembrando apenas o que ELE quer. Por isso, nos lembramos de algo que lemos há 15 anos, mas muitas vezes esquecemos o que acabamos de ler e aprender. Isso se chama curva do esquecimento e temos que reduzi-la. Para isso, os assuntos devem ser repetidos por meio de materiais curtos. Ou seja, os resumos são essenciais para os estudos. Os livros podem até ser bons aliados, muitas vezes para consultas e exames mais aprofundados, típicos de uma segunda etapa de concurso. A leitura de um resumo pode (e deve!) ser feita inúmeras vezes! O tempo de leitura pode até ser igual ao de um livro, mas o benefício é muito maior. O resumo ajuda a fixar o conhecimento necessário para a prova. Mas não esqueça, ele deve ser muito bem elaborado! Além disso, saiba que não há um método de revisão perfeito, é preciso estudar no seu ritmo. As revisões assistemáticas por meio de questões serão as melhores maneiras de fixar o conteúdo. A revisão de véspera de prova, assim como os temas prioritários, são também boas alternativas. O melhor estudo para concursos é o estudo! A chave para o sucesso é você mesmo! Parece clichê, mas é a mais pura verdade. As pessoas sempre tendem a encontrar problemas, antes mesmo de iniciar qualquer caminho. Para os estudos não é diferente. Muitas vezes adiamos nossos sonhos, porque colocamos problemas e não soluções no nosso caminho. A preparação para as provas, por exemplo, não deve ser de um jeito, ou de outro. Não há uma fórmula, mas pequenas ações que trazem melhores resultados. Então, se você ainda tem medo de iniciar a sua preparação, saiba que o melhor estudo para concursos é o estudo. Como já dizia o poeta espanhol Antônio Machado: “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”. Então, é preciso caminhar. Mesmo que caia, mesmo que pegue o caminho errado às vezes, mesmo que regresse, ainda está permitido errar. O importante é não desistir!

Consultoria para concursos: conheça o método da ADN

Você é um concurseiro iniciante e não sabe por onde começar a estudar? Ou talvez não tenha muito tempo para se dedicar. Logo, não o que fazer para chegar perto da sua aprovação: se ler um livro ou fazer resumo; se fazer simulados ou apenas algumas questões. Se esse é seu perfil, está na hora de aprender como estudar para concursos de forma personalizada. A ajuda da consultoria para concursos é justamente para o candidato se planejar e ir bem nas provas. Quem nunca foi aprovado em uma prova de concurso ou está apenas começando sua jornada de concurseiro pode se sentir um pouco perdido. É normal. São muitas informações para processar. Junto a isso ainda há conteúdos extensos para estudar e tempo não tão longo assim. Sem desespero. O que você é precisa é uma orientação do que fazer para se organizar e planejar seus estudos. O que é consultoria para concursos? A consultoria para concursos é um método que permite aos candidatos aprender de forma eficiente, de acordo com seu perfil. Ou seja, para estudar bem, é preciso levar em consideração o tempo que se tem disponível, os materiais utilizados e toda a dinâmica de preparação – que precisa ser equilibrada, permitindo momentos de descanso e aprendizagem. No contato com os consultores da ADN Concursos, por exemplo, o aluno tem um planejamento de estudos “mastigado”, por meio do envio de materiais e vídeos via e-mail, além da possibilidade de tirar dúvidas. Para quem é a consultoria para concursos? Todos que buscam uma orientação da melhor forma de se preparar para as provas. A consultoria tem o objetivo de otimizar o tempo de estudo de aluno de acordo com a disponibilidade. Dentro dessa disponibilidade, o especialista indicará quando estudar cada disciplina, quais são os assuntos para priorizar e por onde estudá-los. O método aplicado pela ADN Concursos envolve o desempenho do aluno em cada prova-teste indicada pelo consultor. Como assim? A cada prova realizada, o cronograma de estudos é adequado à realidade daquele estudante. A consultoria para concursos é aplicada em seis passos: 1. Análise de perfil: consiste na identificação do perfil do aluno e qual será o foco da sua preparação. 2. Preparação personalizada: é a etapa para elaborar a rotina de estudos dentro da disponibilidade do aluno. 3. Princípio 80/20: aqui o aluno saberá o que deve priorizar em cada matéria. 4. Diminuição da curva do esquecimento: o aluno aprende a técnica para revisar o conteúdo estudado. 5. Resolução de questões: etapa importante para conhecer o estilo da banca e como são as cobranças. 6. Aplicação de simulados: com a realização periódica de simulados, é possível treinar para o grande dia e ainda ter um panorama do desempenho individual do aluno. “A falta de personalização deixa o aluno confuso, e ele, tentando priorizar tudo, acaba não priorizando nada e ficando mais confuso ainda. É a famosa frase de Einstein: ‘Insanidade é querer fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes’”, destacou Adalberto Delgado Neto, fundador da ADN Concursos e procurador da república. 7 dicas para ter foco no roteiro de estudos Mas não basta ao aluno receber todo o material de preparação. Para ter sucesso, é preciso comprometimento e foco do estudante. Esse é um critério essencial para que você tenha a eficiência máxima no método. Para isso, o fundador aqui da ADN listou os sete passos para focar e eliminar distrações que podem atrapalhar a conclusão das metas semanais. São eles: 1 – Desative as notificações do celular! Embora a maioria já conheça essa dica, ela parece ser também a menos cumprida. Não adianta arrumar desculpas, elas só vão atrapalhar o andamento da sua mentoria. 2 – Agrupe suas atividades e defina horários (acabe com a multitarefa) A dica é evitar alternar muitos contextos. Para saber mais sobre isso, Neto relaciona o que chama de “penalidade por alternância cognitiva”. Organizar bem o tempo para cada atividade é fundamental para evitar a confusão. 3 – Elimine as habilidades de fazer outra coisa Se há a possibilidade de se distrair, provavelmente você vai ser a presa mais fácil dela. Procure estudar em ambientes livres de distrações. O quarto, ao lado da cama, por exemplo, pode não ser uma boa escolha, pois acabará sendo muito tentador não deitar e relaxar em vez de sentar e estudar. 4 – Tenha uma folha de distrações É inevitável: por mais concentrado que você esteja, outros assuntos podem vir à tona na sua mente e, muitas vezes, não podem ser esquecidos. Use uma folha para anotar rapidamente esses insights e retirá-los da cabeça naquele momento. 5 – Faça pausas nos estudos Lembre-se de um aspecto muito importante da preparação: “o estudo é qualitativo e não quantitativo”. Por isso, descansar é importante. O tempo de pausa pode variar de pessoa para pessoa. Dificilmente alguém tem bom rendimento estudando acima de uma hora seguida sem fazer um breve intervalo. Mas deve ser breve mesmo, para não interromper o ritmo. 6 – Meditação Assim como as pausas, a meditação é importante para tornar a preparação equilibrada e reavivar a capacidade de concentração. Você pode tentar reservar alguns minutos do seu dia para não pensar em nada. Isso é interessante porque a atenção funciona como um músculo, e, como qualquer músculo, aumenta no período de descanso. 7 – Saiba dizer NÃO Saber dizer não tem a ver com saber estabelecer prioridades. Se o candidato conhece o que é mais importante para si, vai saber renunciar a elementos que o atrapalham a chegar ao seu objetivo. O estudante de concurso que apenas estuda é apelidado de ‘jaque’ (‘já que tu não tá fazendo nada, vai ali comprar o pão’). Adalberto, que também passou por situações como esta, deixa a dica final para você que quer passar em concurso público: “Diga não. Defina suas prioridades. Não deixe os outros definirem por você!”

Faça questões do que NÃO estudou no dia

Talvez esse seja o ponto mais polêmico do método que utilizo com os alunos da ADN Concursos. O primeiro pensamento que vem a mente é: “Poxa, vou errar tudo”. Ao que sempre pergunto: E DAÍ? E daí se errar agora? O momento pra errar é justamente agora. Melhor errar agora do que na prova. Fazer questões do que acaba de estudar (e naturalmente acertar a maior parte delas) faz parte de uma grande zona de conforto que afeta boa parte dos concurseiros. Ao seu lado, ainda temos outras: não fazer simulados, estudar somente as matérias que gosta, confiar apenas nos cursinhos, estudar da maneira que gosta (ler informativos e não ler a lei seca, por exemplo), etc. Uma zona de conforto, apesar do nome, sempre será algo indesejado, e, se tratando de estudo, é aquilo que deixa o cérebro confortável. Se seu cérebro está confortável, as ligações que ele está fazendo estão muito fáceis, e por conseguinte são mais frágeis. Se você pensa mais em algo, força mais seu cérebro, as ligações ficam mais fortes. Por isso que é importante fazer questões do que não estudou. “Mas Adalberto, eu nunca li esse tema, ou já faz mil anos que vi, como vou lembrar?”. A menos que você tenha caído de paraquedas no mundo dos concursos (uma pessoa da educação física que resolveu iniciar os estudos pra concurso), você viu aquele tema, nem que seja na faculdade. Mas por mais que não lembre dele, você também pode fazer as questões, porque elas vão te servir pra saber como aquele tema misterioso é cobrado nas provas. Quando você for estudar, vai ficar mais atento a ele. Isso já foi provado por pesquisas. Ademais, o importante não é acertar a questão e sim aprender o conteúdo que tem nela, e, muitas vezes, pra aprender, é melhor errar que acertar. A vaidade por acertar muitas questões acaba nublando nossos olhos pro que realmente importa. Além disso, se você fizer questões do que não estudou, esta será a melhor forma de revisar o conteúdo já visto (aquilo que você já estudou há um tempo e esqueceu), porque você estará revisando de forma prática, como cai em prova, e sua fixação será melhor. Agora só cabe a você refletir o que te dará mais resultados! Grande abraço!  

O mito do material perfeito

Talvez uma das perguntas que mais recebo, tanto de alunos, como de seguidores, seja a de qual o melhor material para se estudar. Ao que sempre respondo: o segredo não é o material, mas a FORMA COMO VOCÊ UTILIZA ELE. Pessoal, existem incontáveis materiais bons no mercado. Desde apostilas até resumos/sinopses, até mesmo videoaulas. Hoje é tanta informação que ela mais atrapalha que ajuda. Claro que alguns materiais são adequados a certos tipos de concursos, mas muita gente se apega a esse fato, para viver trocando de material, em busca do mais “compatível” com o concurso que ela quer. Isso sim vai prejudicar sua caminhada. É interessante que, por algum tempo, seja mantido o mesmo material para que seu cérebro se adapte à leitura. Toda vez que você muda, além de gastar tempo procurando o “Santo Graal” que te levará a aprovação (existem materiais com esse nome que são muito bons, inclusive), você vai gastar um tempo a mais para reconhecer aquele novo material, e voltar ao ritmo anterior. E tempo, meus amigos, tempo é OURO na sua preparação, que o diga os posts anteriores. Ao dizer isso, não quero fazer vocês acreditarem que qualquer material seja bom. Claro que há alguns deploráveis, mas quem entende um mínimo disso já reconhece. “Adalberto, mas vi alguns erros no meu material, além dele estar muito desatualizado!”, essa é uma afirmação que vejo muito. Pois bem. Pergunto. Esses erros no seu material te fizeram reprovar? Ou foi a falta/deficiência de estudo mesmo? Cuidado para não tentar transferir a SUA CULPA pela reprovação para o material. Quanto à atualização, o que tem que se saber atualizado, pelo menos pros concursos da área jurídica, são a lei e a jurisprudência. A doutrina muda pouquíssimo de uma versão para outra. Lei se lê pelo Vade Mecum atualizado (inclusive por você). Jurisprudência se lê por informativos. Não dê uma importância a algo que não é tão relevante. Por fim. Se você tem um material ótimo, mas só o lê uma vez, pouca coisa vai te ajudar, por melhor que ele seja. O esquecimento vai bater. Agora se você tem um material não tão bom, mas aceitável, e sabe ele bem, pode estar certo que será aprovado. PS: O post ficou grande, então deixarei para falar da elaboração de resumos depois.

Aprovação ou reprovação não dependem diretamente do seu tempo de estudo

Poderia começar a nova sequência de posts por aquelas velhas máximas: “Tempo é questão de prioridade.” “Quem prioriza tudo, não prioriza nada.” Mas, mais uma vez, tentemos nos afastar do óbvio, apesar de tais frases não poderem ser esquecidas. De nada adiantaria falar de estudo com pouco tempo disponível, se você realmente não pudesse acreditar, com fatos, que é possível a aprovação, mesmo com um horário apertado. No decorrer dos meus 8 anos de estudo para concurso público, bem como dos 3 que oriento outras pessoas nesse estudo, já vi de tudo, a saber: pessoas que estudam há mais de 5 anos, 8h ou mais por dia, sem nunca ter passado; pessoas que estudam há mais de 5 anos, 2h por dia, sendo aprovados; pessoas que estudam 4h por dia, durante 2 anos, também sendo aprovados; os que estudam 8h por dia, durante 6 meses, sendo aprovados, os que estudam 1h por dia, durante 3 meses, sendo reprovados (não se faz milagres né haha). Eu poderia citar várias outras, mas o importante é você entender que o tempo disponível não está diretamente ligado à aprovação. Lembro que no meu estudo pro MPU, estudei apenas 2 meses, 3h por dia (trabalhava à época), e fui aprovado em 3º lugar. O que fez diferença? Acredito eu que minha BAGAGEM DE CONCURSO. Isso sim, faz muita diferença. Agora não é qualquer bagagem. É a experiência que você aprende com seus erros. Não estou falando de ser concurseiro profissional, como sei que tem gente por aí. O que vejo muito hoje são pessoas insistindo em coisas que não se dão certo, mesmo elas vendo claramente que não está dando certo. É apenas mais uma zona de conforto. Quem eu falei que estuda há 5 anos, mais de 8h por dia, acabou passando depois que diminuiu a carga horária dele e começou a fazer mais questões. Tenho alunos que tem 2 horas disponíveis por dia, e outros que tem 10h. O estudo vai ser igual pra eles? Não. Mas vou tentar garantir que o que está estudando 6h (é aquele que tem 10, porém só coloco pra estudar 6), estude da maneira mais otimizada. O que tem 2h então nem se fala. Quem cava BEM no lugar errado cava MAL. Sempre vou bater nesta tecla, por mais repetitivo que possa parecer. ESTRATÉGIA é mais importante que INTENSIDADE.  No mundo dos concursos, feliz ou infelizmente, temos que ser pragmáticos. Não adianta lutar contra o sistema (pelo menos neste caso). Adapte-se, e se sairá vencedor! PS: Próximos posts passarei dicas práticas.

Por que não fazer simulados são uma zona de conforto?

mulher estudando

Se você ler esse texto até o final, vai ficar convencido que tem que fazer simulados. Ao menos, uma vez por mês, te garanto. Vamos lá. Por que as pessoas não fazem simulados? Naturalmente, dizem que tem que esgotar os temas pra poder se testar. Isso é uma balela das maiores! Infelizmente trazemos do modelo de ensino tradicional essa ideia de que só podemos nos testar após estar preparados. Isso vem do colégio, e continuou na faculdade, mas concursos não são assim. Funcionava de certa maneira no colégio e faculdade porque os assuntos eram pequenos. Nos concursos, cai um mundo de coisa. Você acha realmente que vai lembrar de tudo que estudou? Estudar todo o edital e achar que está bem pra fazer uma prova é uma das maiores ilusões do mundo dos concursos. Com certeza você já viu acontecendo com alguém. Finalmente, ter conseguido bater um edital de cabo a rabo e ter ido fazer a prova, e levar uma bomba. Isso se dá porque a gente esquece o que estudou! Sempre esquecemos algo. Tem que se aceitar isso e tentar “diminuir o estrago”. Como? Sabendo bem o que cai nas provas e onde podemos melhorar pra estudarmos de forma otimizada. Se você fizer logo um simulado e detectar seus pontos fracos, você poderá direcionar seus estudos de modo a diminui-los. Ao se fazer logo a prova, por mais que você vá mal, vai poupar bastante tempo e tutano nos próximos estudos. É melhor saber logo onde precisa melhor do que só na prova. É a mesma coisa de se fabricar um foguete e descobriu se tudo tá funcionando só no momento da decolagem. Não tem como dar certo. Mas os simulados ainda tem outras vantagens. Te ajuda a lidar bem com o tempo de prova, pois você já terá feito aquela prova várias outras vezes. Te faz ver cascas de banana, pois você é obrigado a encarar aquilo como uma prova, então tem que ter atenção redobrada. E o mais importante. Como você pode medir sua evolução em relação aos outros por meio da nota de corte, acaba te dando a motivação necessária tantas vezes buscada, pois você vai percebendo o seu sonho mais perto ao progredir nos acertos. Te dei vários Prós e você só tem um contra, o fato de não ter estudado tudo antes. O que isso é? Zona de conforto. Medo de se ferrar. Aí o problema não está em não fazer o simulado, e sim na sua cabeça. O medo vai te limitar, e prejudicar você a conseguir seus objetivos. Pense nisso! Um abraço!    

7 Dicas práticas para ter mais foco

Depois de várias teorias malucas, mas que, na minha opinião, explicam muita coisa, vamos pra técnicas práticas de Foco. 1 – Desativar notificações do celular: Essa é a mais batida, mas por incrível que pareça, a menos cumprida. A pessoa acaba se dando varias desculpas de o porque não pode desativar só pra poder se justificar. Só pensar que , há 30 anos, já existiam concursos, as pessoas já estudavam, e não havia celular pra torrar a concentração. 2 – Agrupe suas atividades e defina horários (acabe com a multitarefa): Lembra da penalidade por alternância cognitiva? Então. Se aplica aqui. Tente não alternar muitos contextos. Você produz mais com menos tempo. Lembre-se de quando você atende uma ligação desimportante ou responde uma mensagem, você se adapta ao tempo da outra pessoa e não o contrário. 3 – Elimine suas habilidades de fazer outra coisa: Vale não só pro celular como qualquer outra coisa. Se há a possibilidade de se distrair, provavelmente você vai ser presa mais fácil dela. Esteja em um ambiente livre de distrações (não dá muito certo estudar no quarto, ao lado da sua cama, por exemplo). Bibliotecas ou salas de estudo vem bem a calhar. 4 – Tenha uma folha de distrações: Inevitavelmente, quando estamos estudando ou trabalhando, os pensamentos vem a mente, de coisas que você precisa fazer e não pode esquecer. Anote rapidamente isso pra você ler depois e retire esse pensamento da sua cabeça pra focar apenas no que está fazendo. 5 – Dê pausas nos estudos: O tempo para a pausa depende de cada um, mas dificilmente você estuda com um bom rendimento acima de 1h seguida. Pelo menos aquela parada do cafezinho é interessante que aconteça. Lembre-se que o estudo é qualitativo e não quantitativo, agora cuidado pra pausa não se tornar a regra. 6 – Meditação: Nada exotérico. Tente tirar alguns minutos do seu dia para não pensar em nada. Isso é interessante porque a atenção funciona como um músculo, e, como qualquer músculo, aumenta no período de descanso. Pensar apenas no modo como você respira por exemplo (já testei) 7 – Saiba dizer NÃO: Tudo na vida é questão de prioridade, e você precisa definir as suas. Cada escolha implica uma renúncia (que poético né), mas o fato é que pra você se dar bem em algo, precisa dizer não a várias outras coisas. Normalmente o estudante de concurso que apenas estuda é apelidado de JAQUE (já que tu não tá fazendo nada, vai ali comprar o pão 😂😂). Também passei por isso. Diga não. Defina suas prioridades. Não deixe os outros definirem por você! Valeuu

Você não passa por errar questões fáceis

A princípio, parece algo simples, mas tem desdobramento um pouco mais complexos. Quando falo questões fáceis, digo aquelas que todo mundo acertou. Não se trata ser fácil ou difícil pra você, pois isso é algo muito subjetivo. O que é difícil pra mim pode ser fácil pra você e vice-versa. Temos que ter critérios objetivos, e, objetivamente falando, questão fácil é aquela que todos acertam e questão difícil é aquela que muita gente erra. Se você erra uma fácil, você fica pra trás. “Entendi, Adalberto, mas e dai?” Aí que tá. Poucas pessoas usam esse dado a seu favor. Normalmente, para reorganizar seus estudos após uma prova ruim, as pessoas só veem qual o número absoluto de questões que fizeram em cada matéria e vão estudar mais as matérias que fizeram menos questões (“não tô sabendo nada de empresarial”). O problema que essa é uma análise pobre. Às vezes a matéria que você foi muito mal tinha muitas questões difíceis, que é natural errar. Muitas vezes, a matéria que você foi bem, errando 2 ou 3 questões, foi uma prova que todo mundo fechou, então você tá mal nessa matéria. Perceba que tudo é relativo. Mas se você partir de um pressuposto de se preocupar com as questões fáceis que anda errando, fica mais fácil de orientar seus estudos. É a famosa horizontalização do conhecimento. Estudar de determinada maneira pelo menos pra garantir as fáceis, de todas as matérias. Sabendo o basicão, acredite, você passa. Porém não adianta muita coisa saber determinadas matérias de forma aprofundada e não saber o mínimo de outras, pois, mesmo que acerte algumas difíceis daquela matéria que você sabe muito, isso não vai compensar as fáceis que você deve errar das que não estuda. Pense nisso! Até a próxima!

Por que os cursinhos são uma zona de conforto?

Primeiramente, é importante ressaltar que estou falando de videoaulas, não dos arquivos em PDF (que são muito importantes, às vezes). E por que é uma zona de conforto? Porque a esmagadora maioria das pessoas vai ter dois comportamentos com os cursinhos. Ou vai assistir às aulas, e somente assisti-las, sem fazer nada mais, porque não tem tempo (uma pessoa que trabalha e tem apenas 3h a 4h disponíveis pra estudar , vai gastá-lo todo em aulas). Ou, se tiver mais tempo, vai assisti-las, depois estudar o que foi visto na aula (legislação, doutrina e poucas questões..) e assim seguir, todos os dias, normalmente por um ano (quando conseguem). Durante esse ano, ou ao final dele, vão fazer uma prova e aíii… BOMBA. “Poxa, o que aconteceu? Eu estudei todo o edital de forma tão boa”. O que aconteceu foi que você esqueceu boa parte. E o cursinho contribuiu em muito pra isso, pois não te deixou respirar com matérias novas todos os dias (a menos que você pratique o tormento de estudar o fim de semana inteiro pra isso, o que prejudicará seu rendimento). Mas os problemas não param por aí. Os cursinhos nivelam por baixo, até porque o nível dos alunos é o mais variado possível e não tem como exigir muito. Os cursinhos, e isso vale apenas pros presenciais, tomam muito tempo de deslocamento. Os cursinhos tem professores ruins, que também te fazem perder tempo (já eu falo dos bons). Os cursinhos são caros, pelo menos os que são considerados razoáveis. “Mas Adalberto, e os bons professores? Eu aprendo muito com eles”. “Ah, eu preciso formar minha base, depois vou encarar os concursos”. Você já experimentou se dar a chance de aprender sozinho (a)? Ou você partiu do pressuposto que o professor vai te explicar melhor do que você entendendo por si mesmo? Isso é zona de conforto. É preferir o mais fácil, e não o mais eficaz. Há pesquisas que as ligações em nossa mente se formam de maneira muito mais forte quando você deduz por si só o que está aprendendo. Estudo ativo. Mas você está disposto a isso? O cursinho vai ser interessante pra quando você não sabe rigorosamente nada, como uma pessoa formada em engenharia que vai fazer concurso pra técnico de trt. Tudo é uma questão de custo benefício de tempo, além de dinheiro. Você pode aprender muito mais utilizando aquele tempo da aula estudando por si só que gastando num cursinho, seja ele qual for. A maioria é caça níquel, de qualidade péssima. Não sejam a “manada”, aqueles que vão com todo mundo. Procurem se auto avaliar (simulados são um bom parâmetro). Se liga! Não vai ser o cursinho que vai te guiar até a aprovação. De onde você tirou que é tão mais esperto que os demais alunos do cursinho pra escutar a mesma ladainha e se destacar do resto? Você precisa fazer diferente! Eles têm milhares de alunos e só algumas dezenas de pessoas vão ser aprovadas. E eu aposto com você, poucas de cursinhos. E dessas poucas, pergunte se ele foi fundamental na aprovação e serão menos ainda! Não seja mais do mesmo. Confie mais em si mesmo! O grande responsável pela sua aprovação sempre foi e sempre será apenas você!

O estudo é qualitativo e não quantitativo

Se quantidade de horas de estudo fosse sinônimo de aprovação, não teríamos tanta gente estudando há tanto anos tanto tempo por dia, sem nunca ter sido aprovado, ao passo que outros, com uma pouca quantidade de horas, em meses, são aprovados. Não, isso não é balela. Existe mesmo. O que não existe é a chamada “fila da aprovação”, que consistiria no tempo que você esperaria até tomar posse. Quanto mais tarde você começasse, mais tarde tomaria posse, porque haveria outros na sua frente. Isso é um dos muitos mitos no mundo dos concursos, vendidos muitas vezes por cursinhos, para que você fique preso a eles, acreditando que aquele “extensivo anual” vai te dar a famosa base para você finalmente engrenar. Balela. Mas depois eu falo disso. O que quero passar agora é que a quantidade de tempo de estudo ajuda, mas nunca será determinante pra aprovação. Não somente histórias como aquele filho do amigo do vizinho que estudou 3 meses e passou existem, como também daquela mãe solteira que trabalhava dois turnos e passou também existe. Se você tem o dia inteiro pra estudar, ótimo, você está melhor que muita gente. Porém se você estudar 10, 12h, todo dia, sábados e domingos, isso te faz ficar abaixo da concorrência , por mais paradoxal que possa parecer. Isso porque você vai parar sua vida por algo que pode não acontecer (sua aprovação), te trazendo uma pressão desnecessária, como também irá cansar sua mente, deixando de absorver inclusive o que já estava consolidado (algo que também falarei depois). Há estudos que concluem que a partir da sétima hora de estudo, nossa mente tem um rendimento bem menor , e precisaremos de mais tempo pra absorver conteúdo. Este tempo extra poderia estar sendo bem melhor utilizado em atividades físicas, diversão com sua família, etc, o que faria com que sua mente descansasse, consolidasse o que aprendeu no dia, e recarregasse as energias para o dia seguinte. Quantos de vocês já estudaram com a sensação de que “não entrava nada”? Bem, é disso que eu estou falando. Há uma diferença enorme entre ler e aprender. Horas líquidas também não significam muita coisa, pelo mesmo motivo. Mas disso falo depois. E aí, o que achou?

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com